Sábado, 29 De Novembro,2008

MATER

Ei-la!...- senhora e serva, entre humana e divina,
Por mais a dor, por dentro, a espanque ou despedace,
Carreia a paz no gesto e o sorriso na face,
Fala e desvenda o rumo, abençoa e ilumina.

Anjo renovador, tem no lar a oficina,
Onde o serviço exclui todo prazer mendace,
Ao seu toque de luz, a esperança renasce,
Suporta, recompõe, trabalha, sofre, ensina.

Mãe, um dia, quis Deus mostrar-se à vida humana,
Fez-te santa e mulher, escrava e soberana,
Vinculada nos Céus, de homenagens prescisdes!...

Deus se revela em ti, no amor alto e perfeito,
Por isso, trazes, Mãe, nos recessos do peito,
A ternura sem par e a bondade sem lindes.

Carlos Bittencourt
Livro Mãe. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 22:34
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Sexta-feira, 28 De Novembro,2008

A LENDA DA ROSA


Dizem que quando a Terra começava
A ser habitação de forças vivas,
Nas telas primitivas,
Tudo passara a ser agitação de festa;
As cidades nasciam
Em singelas aldeias na floresta...
A beleza imperava,
O verde resplendia,
Toda a vegetação se espalhava e crescia,
Dando refúgio e proteção
Aos animais,
Do mais fraco ao mais forte...
O progresso ganhava as marcas de alto porte.

No campo, as plantas todas
Respiravam felizes,
Da folhagem no vento à calma das raízes;
Era um mundo de belos resplendores,
Adornado de flores,
Com uma estranha exceção.
Tão-somente, o espinheiro,
Era triste e sozinho
Uma espécie de monstro no caminho,
De que ninguém se aproximava,
Todo feito de pontas agressivas,
Recordando punhais de traiçoeiro corte,
Que anunciavam dor e feridas de morte.

De tanto padecer desprezo e solidão,
Um dia, o espinheiral
Fitou o Azul Imenso e disse em oração:
- Senhor, que fiz de mal
Para ser espancado e escarnecido,
Todos me evitam cautelosamente
Como se eu não devesse haver nascido...
Compadece-te, oh! Pai, da penúria que trago,
Terei culpa das garras que me deste?
Acendes astros mil para a noite celeste,
Vestes a madrugada em mantilhas vermelhas,
Dás lã para as ovelhas,
Inteligência aos cães, cântico às neves,
Estendeste no chão a bondade das fontes
Que deslizam suaves
Na força universal com que desdobras,
A amplitude sem fim dos horizontes,
Em cujo místico esplendor
Falas de majestade, paz e amor...
Não me abandones, Pai, às pedras dos caminhos,
Se posso, não desejo
Oferecer somente espinhos...
Quero servir-te à obra, aspiro a ser perfume,
Inspiração e cor, harmonia e beleza,
Para falar de ti nas leis da Natureza.

Dizem que Deus ouviu a inesperada prece
E notando a humildade e a contrição do espinheiral,
Mandou que, à noite, o orvalho lhe trouxesse
Um prodígio imortal.
Na seguinte manhã, logo após a alvorada,
Por entre exalações maravilhosas,
O homem descobriu, de alma encantada,
Que Deus para mostrar-se o Pai e o Companheiro,
Atendendo a oração pusera no espinheiro
A primeira das rosas.


FONTE: Livro: “Maria Dolores” – Psicografia: Francisco C. Xavier – Espírito: Maria Dolores
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:32
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Quinta-feira, 27 De Novembro,2008

PARA MEDITAR


Nota: trecho de conselhos de um Espírito Superior, dirigindo-se a um grupo de suicidas, incluindo aí Camillo Castello Branco, quando se encontravam em recuperação no Plano Espiritual.
"Se em vez do que vindes tentando improficuamente, procurásseis meios de vos tornardes agentes da lídima Fraternidade, exercida com tanta eficiência pelo Divino Modelo do Amor, já vos encontraríeis vitoriosos, espalmando alegrias que longe estariam de vos manter a alma assim torva e encapelada.
A Caridade, meus amigos - permita-me que vo-lo recorde -, é a generosa redentora daqueles que se desviaram da rota delineada pela Providência! Por isso mesmo o sábio Rabi da Galiléia ofereceu-a como ensinamento supremo à Humanidade, que Ele sabia divorciada da Luz, por mais fácil e mais rápido caminho para a regeneração!
É tempo já de pensardes com desprendimento na Divina Mensagem trazida por Jesus e de saturardes os arcanos do ser com algumas gotas das suas essências imortais e incomparáveis!
Avultam nas camadas sociais terrenas, como nas invisíveis, problemas dolorosos a serem solucionados, desvarios a serem moderados, infinitas modalidades de desgraças, desventuras acérrimas a afligirem a Humanidade, requisitando concurso fraterno de cada coração generoso a fim de serem ressarcidas, consoladas!
Nos hospitais, nas prisões, nas residências humildes como na opulência dos palácios, por toda a parte encontram-se mentes enoitadas pela incompreensão e pelo desespero, corações precipitados pelo ritmo violento de provações e de problemas insolúveis neste século! Em qualquer recanto onde se haja ocultado a descrença, onde a paixão se instale e a desventura e o infortúnio se mesclem de revolta ou desânimo; onde a honra, a moral, o respeito próprio e alheio não forem consultados para a prática das ações, e onde, enfim, a vida se converteu em fonte de animalidade e egoísmo, lavra a possibilidade de uma queda nos abismos de trevas onde vos agitastes entre raivosas convulsões!
Diligenciai por encontrar tais recantos: estão por aí, a cada passo!... Aconselhai o pecador a deter-se, em nome da vossa experiência!... e apontai-lhe, como bálsamo para as amarguras, aquele mesmo que desdenhastes quando homem e hoje reconheceis como o único refrigério, a única força capaz de soerguer a criatura da desgraça para enobrecê-la à mirífica luz da conformidade nos prélios dignificantes de onde sairá vitoriosa, quaisquer que sejam as decepções que a açoitem: o Amor de Deus! A submissão ao Irrevogável! Tornai-vos consoladores, exercitando agenciar a Beneficência, segredando sugestões animadoras e reconfortativas ao coração das mães aflitas, dos jovens desesperados pelas desilusões prematuras, das desgraçadas mulheres atiradas ao lodo, cujos infortúnios raramente encontram a compassividade alheia, as quais sofrem insuladas entre os espinhos das próprias inconseqüências, desencorajadas de reclamarem, para si também, a ternura paternal de Deus, a que, como as demais criaturas têm sacrossantos direitos! São, todos estes, seres que estão a requisitar alento protetor dos corações sensíveis, bem-intencionados, quando mais não seja com a dádiva luminosa de uma prece! Pois dai-lho, uma vez que também o recebestes de almas serviçais e ternas, quando vos encontráveis a bracejar entre bramidos de dor, nas trevas que vos surpreenderam após a tragédia em que vos deixastes enredar!
Preferi, portanto, as manobras santificantes da Caridade discreta e obscura, preferi!... E bem cedo reconhecereis, através das trilhas que haveis de palmilhar, as florescências de muito doces alegrias..."

(Espírito Camillo Castelo Branco - Yvonne Pereira - Obra: Memórias de um Suicida - FEB)Transcrição de Ivan Iapell
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 02:53
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Quarta-feira, 26 De Novembro,2008

RETRATO DE MÃE

Maria Dolores
Depois de muito tempo,
sobre os quadros sombrios do calvário.
Judas, cego no além, errava solitário...
Era triste a paisagem, o céu era nevoento...

Cansado de remorso e sofrimento,
Sentara-se a chorar...
Nisso, nobre mulher de planos superiores,
Nimbada de celestes esplendores,
Que ele não conseguia divisar,
Chega e afaga a cabeça do infeliz.
Em seguida, num tom de carinho profundo,
Quase que em oração ela diz:
- meu filho, porque choras?

Acaso não sabeis? – replica o interpelado,
Claramente agressivo.
Sou um morto e estou vivo.
Matei-me e novamente estou de pé,
Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé...
Não ouvistes falar em Judas, o traidor?
Sou eu que aniquilei a vida do senhor...
A princípio, julguei poder fazê-lo rei,
Mas apenas lhe impus, sacrifício, martírio, sangue e cruz.
E em flagelo e aflição
Eis que a minha vida agora se reduz...
Afastai-vos de mim,
Deixai-me padecer neste inferno sem fim...
Nada me pergunteis, retirai-vos senhora,
Nada sabeis da mágoa que me agita...
O assunto que lastimo é unicamente meu...

No entanto a dama calma respondeu:
- meu filho, sei que choras, sei que lutas,
Sei a dor que causa o remorso que escutas...
Venho apenas falar-te
Que deus é sempre amor em toda parte...
E acrescentou serena:
- a bondade de deus jamais condena:
Venho por mãe a ti, buscando um filho amado.
Sofre com paciência a dor e a prova.
Terás em breve, uma existência nova...
Não te sintas sozinho ou desprezado!

Judas interrompeu-a e bradou, rude e pasmo:
- mãe? Não me venhais aqui com mentira e sarcasmo.
Depois de me enforcar num galho de figueira,
Para acordar na dor,
Sem mais poder fugir à vida verdadeira.
Fui procurar consolo e força de viver.
Ao pé da pobre mãe que forjara o ser !..
Ela me viu chorando e escutou meus lamentos.
Mas teve medo dos meus sofrimentos.
Expulsou-me a esconjuros,
Chamou-me monstro, por sinal
Disse que eu era
Unicamente o espírito do mal,
Intimidou-me a terrível retrocesso,
Mandando que apressasse o meu regresso
Para a zona infernal de onde eu vinha...
Ah ! Detesto lembrar a horrível mãe que eu tinha...
Não me faleis de mães, não me faleis de amor,
Sou apenas um monstro sofredor...
Inda assim – disse a dama docemente:
- por mais recuses, não me altero,
Amo-te filho meu, amo-te e quero
Ver-te de novo a vida
Maravilhosamente revestida
De paz e luz, de fé e elevação...
Virás comigo à terra,
Perderás pouco a pouco, o ânimo violento,
Terás o coração
Nas águas de bendito esquecimento.
Numa existência de esperança,
Levar-te-ei comigo
A remansoso abrigo.
Dar-te-ei outra mãe ! Pensa e descansa !...

E Judas neste instante.
Como quem olvidasse a própria dor gigante,
Ou como quem se desgarra
De pesadelo atroz,
Perguntou: - quem sois vós?
Que me falais assim, sabendo-me traidor?
Sois divina mulher, irradiando amor,
Ou anjo celestial de quem pressinto a luz?

No entanto ela a fitá-lo frente a frente,
Respondeu simplesmente:
Meu filho, eu sou a mãe de Jesus!!!

Maria Dolores
Do livro Momentos de Ouro. Psicografia de Frâncico Cândido Xavier.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:49
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Terça-feira, 25 De Novembro,2008

O QUE É NECESSÁRIO PARA QUE VACINEMOS CONTRA O SUICÍDIO?

Filhos Amados,
Ouvimos, às vezes, comentários, quando alguém busca a dor maior, fugindo de uma dor menor pelas portas do suicídio, que faltou a ela fé. Que era materialista, imediatista, covarde. São dados todos os títulos, todos eles rotulando a pessoa de fraca. Realmente a pessoa que parte pelas portas do suicídio é uma pessoa fragilizada pelos sentimentos, pelas emoções e, às vezes, duramente perseguida por inimigos e até, por não inimigos, mas espíritos altamente ligados em vidas pretéritas que aproveitam aqueles instantes de desequilíbrio para provocarem o desencarne. Com isso, muitas vezes, quando não são inimigos, facilmente dominam aquele espírito, enquanto cativam a perseguição para ficar perto, por amarem demais, e são imediatamente separados, distanciados da pessoa.
Mas existem aqueles suicídios do dia a dia que ninguém comenta, ninguém rotula, ninguém taxa de obsessão. São suicídios lentos, progressivos, provocados pelo alcoolismo, pelo fumo, por outras drogas. A pessoa se intoxica de tantos medicamentos, arranjando enfermidades que nenhum médico consegue encontrar, porque esta enfermidade não está no corpo e sim no seu psiquismo, na sua mente.
No seu processo, às vezes manipulador de uma situação na qual acha difícil conviver e, como não tem como resolver, fica mais fácil adoecer e nesse processo de adoecer, lentamente passa realmente a sofrer. Há várias enfermidades provocadas pelo excesso de consumo de medicamentos. Vemos os suicídios ou os pré- suicídios daqueles que andam em altíssima velocidade, dos que são irresponsáveis no transito, daqueles que se arriscam em esportes radicais, daqueles que se arriscam em situações de divertimentos perigosos no mar, em lagoas.
Então vemos que existem várias formas de suicídio em que, na verdade, as pessoas não demonstram qualquer desejo de morrer, nem de libertar-se da dor, nem de fugir das culpas, nem das provas. Mas que vão lentamente arruinando o seu corpo somático, comprometendo seu espírito com muitas ligações de entidades perniciosas, malvadas, inconseqüentes , irresponsáveis. Isso sem falar na imensa gama de patologias, outras até afetivas, que provocam crimes passionais, desencadeiam tragédias e destroem lares.
O que é necessário para que nos vacinemos contra o suicídio ?
Primeiro, a prece. A prece afasta as entidades perseguidoras e nos fortalece.
Segundo, o esforço na aceitação das provas redentoras e, às vezes, até o empenho em alterar determinados quadros das nossas vidas, através das lutas, do trabalho, da persistência na defesa daquilo que para nós é essencial. A vida é essencial.
Todos nós, queiramos ou não, quando na vida, estamos caminhando para a morte. Mas, buscar a morte espontaneamente representará sempre um compromisso muito grave no plano espiritual, onde, assim como na terra, existem os julgamentos, as atenuantes e também as agravantes.
Deus é Deus de misericórdia. Aquele que possui na família um quadro de suicídio deve orar muito, com fé, porque nesses instantes em que o espírito recebe as preces, ele dorme o sono abençoado, reparador, um sono que realmente é a misericórdia de Deus a interceder em favor dele para depois recomeçarem novamente as dores. Orem com fé, não aquela prece rápida, feita com o movimento dos lábios, com palavras vazias de sentimentos que não são capazes de ultrapassar nem vinte centímetros além da cabeça. Mas aquela prece que busca realmente com o coração, na disciplina, na piedade, no amor fraterno, que é capaz de mover uma criatura a orar por aqueles com quem não têm nenhuma ligação, mas que a criatura sabe serem pessoas necessitadas. Isso traz mérito para aquele que ora, traz simpatia dos espíritos que amam as pessoas que estão nesse quadro de sofrimento. Por isso, aquele que ora sente bem estar, sente-se alegre e feliz. Não traz o peso de grilhões a lhe massacrar os passos na terra, porque tem equilíbrio e o equilíbrio traz disciplina, a disciplina traz frutos rentáveis de luz.
Que o mestre nos ampare.
Bezerra de Menezes Mensagem recebida por psicofonia pela médium Shyrlene Soares Campos no Núcleo Servos Maria de Nazaré dia 05/01/2000.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:24
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Quarta-feira, 19 De Novembro,2008

A VIRGEM

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Bittencourt Sampaio


Vós sois no mundo a estrela da esperança,
A salvação dos náufragos da vida;
Custódia das almas sofredoras,
Consolação e paz dos desterrados.

Do venturoso aprisco das ovelhas
De Jesus-Cristo, o Filho muito amado!
Fanal radioso aos pobres degredados,
Anjo guiador dos homens desgarrados
Do Evangelho de luz do Filho vosso.
Virgem formosa e pura da bondade,
Providência dos fracos pecadores,
Astro de amor na noite dos abismos,
Clarão que sobre as trevas da cegueira
Expulsa a escuridão das consciências!
Virgem da piedade e da pureza,
Estendei vossos braços tutelares
A Humanidade inteira, que padece,
Espíritos na treva das angústias,
No tenebroso barato das dores,
Mergulhados nas tredas tempestades,
Do mal que lhes ensombra a mente e a vista;
Cegos desventurados, caminhando
Em busca de outras noites mais escuras.
Legião de penitentes voluntários,
Afastados do amor que os esclarece!
Anjo da caridade e da virtude,
Estendei vossas asas luminosas
Sobre tanta miséria e tantos prantos.
Dai fortaleza àqueles que fraquejam,
Apiedai-vos dos frágeis caminhantes,
Iluminai os cérebros descrentes,
Fortalecei a fé dos vacilantes,
Clareais as sendas obscurecidas
Dos que se vão nos pântanos dos vícios!...
Existem almas míseras que choram
Amarradas ao potro das torturas,
E corações farpeados de amarguras...
Enxugai-lhes as lágrimas penosas!
Virgem imaculada de ternura
Abençoai os mansos e os humildes
Que acima de ouropéis enganadores
Põem o amor de Jesus, eterno e puro'.
Dulcifícai as mágoas que laceram
Pobres almas aflitas na voragem
Das provações mais rudes e amargosas.
Estendei, Virgem pura, o vosso manto
Constelado de todas as virtudes,
Sobre a nudez de tantos sofrimentos
Que despedaçam almas exiladas
No orbe da expiação que regenera...
Ele será a luz resplandecente
Sobre a miséria dos padecimentos
Afastando amarguras, concedendo
Claridades às estradas pedregosas,
Conforto às almas tristes deste mundo.
Porto de segurança aos viajantes,
Clarão de sol nas trevas mais espessas,
Farol brilhante iluminando os trilhos
De todos os viajores que caminham
Pela mão de Jesus doce e bondosa;
O pão miraculoso, repartido
Entre os esfomeados e os sedentos
De paz, que os acalente e os conforte!
Virgem, Mãe de Jesus, anjo de amor,
Vinde a nós que na luta fraquejamos,
Ajudai-nos a fim de que a vençamos...
Vinde! Dai-nos mais força e mais coragem,
Derramai sobre nós os eflúvios santos
Do vosso amor, que ampara e que redime...
Vinde a nós! Nossas almas vos esperam,
Almas de filhos míseres que sofrem,
Atendei nossas súplicas, Senhora,
Providência da pobre Humanidade!...

Psicografado por Francisco C. Xavier (À luz da Oração)
Jornal: ‘Gotas de Luz’Julho/Agosto/Setembro 2001
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 15:13
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Segunda-feira, 17 De Novembro,2008

DESENCARNAÇÃO DE MARIA DE NAZARÉ

Maria e João chegaram a Éfeso e se alojaram em um sitio que lhes fora concedido por amigos na fé. Éfeso já conhecia o drama do Calvário e a noticia da chegada de Maria e João espalhou-se...
Passaram-se muitos anos e muitas coisas aconteceram. As idéias do Cristo espalharam-se por todo o mundo. Em todo lugar havia sempre uma presença, dando testemunho dos preceitos do Evangelho. Irmãos, como que Escribas, reproduziam páginas e mais páginas da Boa Nova de Jesus, que eram levadas para muitos lugares.
Maria, ali nos arredores de Éfeso, atendia a filas de peregrinos que vinham em busca de consolo e de paz, de saúde e de orientação. Atendia a todos com o mesmo carinho e o mesmo amor de sempre.
João saía por vários lugares para pregar a Boa Nova e fazer conhecida a mensagem redentora, mas sempre voltava ao sítio para ver e dar assistência, que podia aquela Flor-mulher, que perfumara a Palestina com sua vida.
Certo dia, em uma manhã que lembrava Nazaré, Maria recordava toda a sua vida. Sentia o seu coração iluminar-se de esperança. Ela fez a sua primeira oração, recordando todo o seu passado. Lembrando-se fortemente do filho, sentou-se em um tamborete, forrado com tiras de couro. De um lado, sobre uma velha mesa, bilhas e cabaças de água aguardavam a ação magnetizadora daquele ser que iluminava a todos.
Depois de atender a centenas de pessoas, naquele dia venturoso, viu aproximar-se um homem esbelto, barbas e cabelos longos, ostentando encantador sorriso, que irradiava energia e que parou a sua frente. Ela recordou-se de Jesus e disse com meiguice:
- Posso te chamar de filho?
Ele olhou para ela expressando grandeza d’alma e respondeu:
- Eu quero te chamar de mãe.
Abraçaram-se os dois na extensão de todo o amor que duas almas podem sentir no mundo, dentro da pureza da mais alta elevação espiritual. Seus olhos se umedeceram e Maria, enternecida, chorou intensamente.
Aquele mancebo era Apolônio de Tiana que, vindo de Alexandria, passara por Éfeso, por saber que a mãe de Jesus estava naquelas paragens. Foi sentir a alegria de vê-la e abraçá-la com todo o seu carinho e amor que concebia no coração. No momento em que abraçou Maria, sentiu que algo de diferente se espalhara em seu ser: uma energia nunca sentida, por ele, uma bênção divina de um coração que amava mais do que se pudesse esperar.
Apolônio assentou-se ao lado de Maria, oferecendo sustentação ao seu trabalho com os sofredores; e ela continuou a sua conversação com os peregrinos, enxugando lágrimas e confortando corações desesperados, curando enfermidades e distribuindo esperança para todas as criaturas. Por último, vinha um velhinho com muita dificuldade de andar e ela, à espera, com piedade, teve vontade de ir ao encontro do ancião. No entanto, as pernas não a ajudaram. Notou que o seu corpo não mais atendia ao espírito.
A lembrança de seu filho amado não tinha se apagado da sua mente; o velhinho aproximava-se lentamente. Maria sentiu um perfume diferente, uma fragrância que lhe comoveu a alma, que somente a presença de seu filho a fazia sentir. Lembrou-se muito mais do que poderia a sua memória e parecia que a imagem de Jesus saia da cabeça do ancião, de modo que ela poderia tocar-lhe e sentir a sua magnânima presença!
Maria pegou nas mãos do ancião e sentiu vontade de beijá-las, o que fez com ternura. No mesmo instante notou os sinais dos cravos. Olhou para os pés e viu a mesma coisa. Ergueu a vista e certificou-se que realmente era Jesus, o seu filho do coração!
Quis gritar com todas as forças, mas não conseguiu. Ele modificou-se e transformou-se em luz, abriu os braços com toda a ternura de filho e, com todo amor de um pai, falou na limpidez do seu verbo de luz:
- Vem, mãe! Meu Pai quer que sejas a rainha dos anjos no meu reino!
O perfume recendeu em todas as direções. Uma falange de espíritos-luz cantava a alegria dos céus. Luzes e cores inundaram o ambiente. O Cristo, pairando no alto, como que uma carruagem de luz, olhou para Apolônio de Tiana com um sorriso de agradecimento. Este se postava ajoelhado no chão, beijando as luzes que se intercruzavam no ambiente.

Parte do livro Maria de Nazaré do espírito Miramez
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 19:36
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Sábado, 15 De Novembro,2008

VISÃO DA VIDA

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Para quem da vida apenas vê o lado material, a sofreguidão pela conquista dos bens terrenos e a inquietação ante os problemas constituem razões prioritárias.
Colocando na morte o termo da vida, todas as cogitações transitam no círculo estreito dos interesses imediatos, sem encontrar motivação para mais amplos e audaciosos vôos do pensamento.
Em decorrência, os interesses giram no estreito espaço das paixões dissolventes e inquietantes.
Todas são questões de efêmera duração, pela própria conjuntura em que se situam.
A dor, os problemas, em tais casos se apresentam como desgraças.
Os caprichos não atendidos e os desejos não supridos tornam-se razão de desdita e loucura.
É muito diminuta a visão da vida sob a colocação da realidade corporal.
Quando o homem considera a vida uma oportunidade valiosa de crescimento moral e de conquista dos valores eternos, bem diversas são as colocações filosóficas em que se movimenta.
Os sofrimentos adquirem um significado próprio dos quais retira valiosos recursos de paz e temperança para uma vivência útil.
O fardo dos problemas se dilui ante uma atitude correta de considerar as dificuldades e soblevá-las, solucionando cada uma conforme esta se apresente.
Advém, então, um natural desapego aos bens físicos, por entender quão transitória é a posse e como varia de mãos em breve tempo.
Um sentimento de solidariedade espontânea toma corpo nas atitudes, propiciando alegria de servir e, ao mesmo tempo, dilatando os objetivos do existir.
Evita impressionares-te em excesso com as posições breves da pobreza e da fortuna, da saúde e da enfermidade, da juventude e da velhice. . .
Considera a vida sob o ponto de vista global — no corpo e fora dele —, assim adquirindo harmonia íntima e real visão das suas finalidades.
Atribui a cada fato, acontecimento, questão, o valor que realmente mereça, tendo em vista a curta duração do corpo e a destinação do Espírito.
Descobrirás, então, como agir e superar os limites, seguindo, tranquilo, na direção do destino ideal.

Joanna de Ângelis
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:43
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Sexta-feira, 14 De Novembro,2008

LEMBRANDO MARIA, NOSSA MÃE

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Minha filha:
Deus nos guie para diante.
Atendamos aos Desígnios do Senhor que nos redime pelo sofrimento, como o oleiro consegue purificar a argila do vaso pela bênção do fogo.
Não tenhamos em mente senão a soberana e compassiva determinação do Alto para que possamos realmente triunfar.
Não sabemos a hora da grande renovação, mas não ignoramos que a renovação virá,fatalmente, em favor de cada um de nós.
Assim sendo, não nos preocupemos quanto à estrada que nos cabe palmilhar; mas sim, busquemos, em nós e fora de nós, a precisa força para vencê-la dignamente.
Sigo-te ou, aliás, seguimos-te o calvário silencioso.
Não te desanimes, nem te inquietes.
Caminha simplesmente.
Existe para nós o divino modelo daquela Mulher venerável e sublime que, depois de escalar o monte, tudo perdeu na Terra; sabendo, porém, conservar-se ligada ao Pai de Infinita Misericórdia, convertendo em trabalho e conformação, em prece e esperança, as chagas da própria dor.
Maria, nossa Mãe Santíssima, não é mãe ausente do coração que a Ela recorre.
Inspiremo-nos em seu martirológio de angústia e saibamos fazer de nossos padecimentos um celeiro de graças.
A aflição que se submete a Deus, procurando-lhe as diretrizes, é uma âncora de sustentação; mas aquela que se perde em desespero infrutífero é um espinheiro de fel.
Soframos com calma, com resignação invariável,de mãos no arado de nossos deveres e de olhos voltados para o Céu.
É preciso coragem para não esmorecer, porquanto, para as mães, a renúncia como que se converte em alimento de cada dia.
Recordemos, porém, nossa Mãe do Céu e sigamos com destemor.
Não te faltará o arrimo das amizades celestiais que te cercam e pedindo-te confiar em minha velha dedicação, sou a amiga de sempre, que se considera tua mãe espiritual.

Zizinha
Livro: "Relicário de Luz" Psicografia:Francisco C. Xavier Autores Diversos
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 21:08
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Quarta-feira, 12 De Novembro,2008

A RAINHA DOS ANJOS

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A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorara de júbilo, de saudade e de esperança. Não mais via seu filho bem-amado, que certamente a esperaria, com as boas-vindas, no seu reino de amor; mas, extensas multidões de entidades angélicas a cercavam cantando hinos de glorificação.

Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galiléia com os seus sítios preteridos. Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza. Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde. Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade. Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.

Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus. Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso ás multidões espirituais que a seguiam de perto. Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro. Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos. Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços. Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes. Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.

Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança. Sentiu-se mãe daquela assembléia de torturados pela injustiça do mundo. Espalhou a caridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes. Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança. Maria aliviou-lhes o co­ração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene. Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?! Mas, Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo tardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo. Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados. Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria. Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:

— “Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!..”

A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração. De olhos extáticos, contemplando o firma­mento luminoso, através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia a sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança. Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.

Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.

Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!

(Reprodução parcial do capitulo 30 — Maria — de “Boa Nova”, do Espírito
Humberto de Campos - psicografia de Francisco Cândido Xavier, 11ª edição FEB, 1977.)
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 22:27
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