Sexta-feira, 30 De Abril,2010

OS DEZ LEPROSOS

LUCAS, Cap. XVII, vv. 11-19

 

V. 11. Ora, sucedeu que, dirigindo-se para Jerusalém, teve Jesus que atravessar a Samaria e a Galiléia. — 12. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos que pararam ao longe, — 13, e lhe bradaram: Jesus, Mestre, tem piedade de nós. — 14. Assim que os viu, Jesus disse: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. — 15. Vendo-se curado, um deles retrocedeu, glorificando a Deus em altas vozes. — 16. E se prostrou, rosto em terra, aos pés de Jesus, rendendo-lhe graças. Esse era samaritano. — 17. Perguntou-lhe Jesus: Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? — 18. Então, nenhum mais, senão este estrangeiro, voltou para glorificar a Deus? — 19. E, dirigindo-se ao estrangeiro, disse: Levanta-te, vai, tua fé te salvou.

 

Aí tendes mais um fato que, para ensinamento dos homens, se produziu, tendo Jesus em mente provar que não basta a quem quer que seja haver nascido sob uma lei religiosa qualquer, aceitar, praticar mesmo seus dogmas, para adquirir méritos perante o Senhor.

 

Qual, daqueles leprosos, o que deu testemunho do seu reconhecimento, rendeu graças a Deus pelo benefício que recebera? Um cismático, que a lei repelia como estrangeiro. Entretanto, sem a lei, mau grado à lei, que ele não aceitava, a fé o salvou.

Não esqueçais nunca este exemplo.

 

Quer estejais, quer não, submetidos à lei, todos sois filhos do Altíssimo, filhos de Deus e todos lhe deveis o culto do vosso reconhecimento, do vosso amor. A cada nova graça que o Senhor vos conceda, fazei como o Samaritano: em vez de prosseguirdes no caminho para dar cumprimento a uma fórmula vã de culto exterior, retrocedei, vêde o que éreis, o que sois, o que o Senhor vos fez e prostrai-vos a seus pés num ímpeto de reconhecimento e de amor.

 

A cura se operou materialmente no momento mesmo em que Jesus pronunciou as palavras: "Ide mostrar-vos aos sacerdotes".

 

Não vos admireis de que, só algum tempo depois de operada a sua cura material, haja dado por ela o leproso samaritano. Jesus regulara a ação dos fluidos e seus efeitos e foi sob a influência espírita que o Samaritano apreciou a sua própria cura. Impelido então pelo reconhecimento, voltou atrás.

 

Que pode haver de espantoso em que os leprosos só se tenham inteirado de estarem curados algum tempo depois de efetuada a cura? Alguém vos disse que eles já iam longe? Jesus ainda se achava no local onde a cena se passara. Não podiam, portanto, estar já muito distantes os leprosos, quando o Samaritano deliberou voltar.

 

Como é, DIZEM, que Jesus, sabendo ser Samaritano o leproso que voltou a lhe render graças, o aconselhou a ir mostrar-se aos sacerdotes? Por um lado, não podia ignorar que esse leproso preferiria fugir-lhes a ir mostrar-se aos sacerdotes e, por outro lado, não ignorava que o ato que lhe recomendava ia de encontro a todas as convicções do Samaritano.

 

Os que assim falam não compreenderam nem as palavras de Jesus, nem o pensamento que as ditou. Mandando que fossem apresentar-se aos sacerdotes, o Mestre falava a todo o grupo dos leprosos. Aquela recomendação, porém, ele a fez somente aos que, dentre os dez, obedientes à lei de Moisés, como Judeus que eram, tinham que cumprir a formalidade de que se trata. Não falou a cada um dos indivíduos. O Samaritano partiu juntamente com os outros, não para preencher a dita formalidade, mas para voltar a sua casa. Foi então que o reconhecimento se manifestou.

 

TAMBÉM DIZEM nada haver de censurável no procedimento dos nove leprosos israelitas. Eles, como o Samaritano, tinham igualmente fé em Jesus, tanto que disseram: "Jesus, Mestre, tem piedade de nós". Tomaram ao sério as palavras do Mestre e, obedecendo-lhe, foram mostrar-se aos sacerdotes. Sendo judeus, deram-se pressa, obedientes à ordem de Jesus, em cumprir uma obrigação legal. Pensavam que, para testemunhar obediência e reconhecimento ao seu benfeitor, que consideravam um simples profeta, nada de melhor podiam fazer do que, executando pontualmente a ordem recebida, irem, sem voltar atrás, como o Samaritano, satisfazer às prescrições legais, com o que acreditavam agradecer a Deus.

 

Tiveram fé, porém, reconhecimento, não. Deveis compreender que Jesus conhecia o sentimento íntimo que ditava o proceder de cada um e de antemão conhecia também o ensinamento que havia de resultar do fato.

 

PRETENDEU-SE que Jesus se transformou numa espécie de divindade diante da qual o Samaritano se foi prostrar; que, assim, não é o culto de Deus o que se exige, mas o de Jesus.

 

Há aqui ainda um erro. Se os que assim argumentam houvessem querido lembrar-se de que a cena se desenrolou no Oriente e que lá era costume os inferiores se prosternarem diante dos superiores, teriam compreendido o ato do Samaritano que, reconhecendo embora a ação poderosa de Deus, não se julgou menos devedor de gratidão para com aquele que o Senhor considerara digno de lhe servir de intermediário junto dos homens. Diverso não fora o procedimento dos outros leprosos, se o reconhecimento houvesse primeiro ocupado lugar em seus corações.

 

Com o ser, para os leprosos, um profeta, Jesus, para eles, era apenas um instrumento de que o Senhor se utilizava. A Deus é que se dirigiam as ações de graças e não à personalidade de Jesus. Se um soberano vos mandar por um de seus ministros qualquer favor, o ministro não será como que um laço entre vós e o rei que o enviou? E não é ao ministro que apresentais os vossos agradecimentos para que ele os transmita ao soberano? Atentai no que disse Jesus, quando o Samaritano voltou à sua presença: "Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? Então nenhum mais, senão este estrangeiro, voltou para glorificar a Deus? E o Mestre não disse sempre aos homens que ele era o enviado do pai, que deste é que tudo lhe vinha e que nada podia senão pelo pai?

 

PRETENDEU-SE também que os homens, em conseqüência de suas falsas interpretações, de fato substituíram o culto de Deus, Criador universal, UNO, único e indivisível, pelo culto de Jesus transformado em divindade.

 

O fato com que nos vimos ocupando contribuiu para isso e constituiu um dos elos dessa cadeia. Mas estes elos são numerosos. O principal é o titulo de filho de Deus, que Jesus dava a si mesmo, mal interpretado em face destas palavras que foram tomadas ao pé da letra e entendidas segundo a letra: "Meu pai".

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 23:59
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PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

LUCAS, Cap. XV, w. 11-32

 

V. 11. Disse ainda : Um homem tinha dois filhos. — 12. O mais moço disse ao pai : Meu pai, dá-me a parte que me há de tocar dos teus bens. E o pai repartiu com os dois os seus bens. — 13. Poucos dias depois, o filho mais moço reuniu tudo o que era seu, partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. — 14. Quando já havia dissipado tudo, grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. — 15. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país, o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. — 16. Aí, muito gostaria ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. — 17. Afinal, caindo em si, disse : Quantos jornaleiros há, na casa de meu pai, que têm pão em abundância, enquanto que eu aqui morro de fome! — 18. Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e lhe direi : Meu pai, pequei contra o céu e contra ti. — 19. Não mais sou digno de que me chames teu filho; trata-me como a um dos teus jornaleiros. — 20. E levantando-se, foi ter com o pai. Vinha ele ainda longe quando este o viu e, tomado de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. — 21. Disse-lhe o filho: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; não sou mais digno de que me chames teu filho. — 22. O pai disse, porém, a seus servos : Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele; ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés; — 23, trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e regozijemo-nos; — 24, pois que este meu filho estava morto e ressuscitou; estava perdido e foi achado. E começaram a festejar o acontecimento. — 25. O filho mais velho, que estava no campo, ao aproximar-se de casa, ouviu música e rumor de dança. — 26. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo. — 27. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. — 28. O rapaz se indignou e não queria entrar. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. — 29. Ele, porém, disse: Já lá se vão tantos anos que te sirvo, sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. — 30. No entanto, ao regressar o teu outro filho, que esbanjou todos os seus bens com meretrizes, logo lhe matas um novilho gordo. — 31. Meu filho, disse o pai, estás sempre comigo e o que é meu é teu; — 32, mas, pelo que respeita a teu irmão, era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos, porquanto ele estava morto e ressuscitou, estava perdido e foi achado.

 

De há muito o pai de família repartiu entre vós os bens que vos tocavam. Deu a cada um a sua parte. Que fizestes delas? Em vez de lhe testemunhardes o vosso reconhecimento, o vosso amor, esbanjastes os tesouros que ele vos entregou. A parte que vos cabe na herança é a ciência, a virtude, a vida eterna diante do Senhor. Perdestes, dissipastes esses tesouros com as meretrizes e os companheiros de deboches, isto é, nos vícios de toda espécie, em que vos chafurdastes. Depois, a fome se fez sentir, pois que ela é grande no país em que habitais. Compreendestes, então, que precisáveis "viver" e procurais voltar à "casa paterna". Não pareis no caminho, visto que, por mais culpados e miseráveis que sejais, por mais despidos que estejais, o "Pai de família" vos receberá de braços abertos e seus servos se apressarão a festejar o regresso do filho.

 

Que se deve pensar da opinião dos que pretendem que, em face dos vv. 14-18, ao pecador, que é o filho pródigo, o arrependimento e a necessidade de voltar para casa paterna vêm, não do amor do bem, mas do desejo de trocar os tormentos da miséria pela satisfação do bem-estar?

 

O homem sempre esquece que o corpo oculta a alma e que, nos ensinamentos de Jesus (salvo algumas exceções, aliás de si mesmas claras), o corpo não é senão a figura da alma. Ele usava, com relação ao corpo, de palavras figuradas, que só se devem aplicar à alma.

 

Sim, depois de haver esbanjado todos os tesouros que tinha em si mesmo, tesouros de força, de ciência, de sabedoria; depois de haver dissipado o seu tempo e a sua inteligência, o filho pródigo sente a fome que o avassala. Faz-se o vácuo no seu íntimo, domina-o invencível tédio e ele se põe ao serviço das más paixões que o esgotam, sem que suas repugnantes escórias o alimentem. Só então, sofrendo os efeitos da miserável condição em que se encontra, pensa, cheio de amargura, em tudo o que perdeu. Só então se lembra do pai, do seu Deus, tão bom, tão terno, único capaz de lhe restituir os tesouros perdidos.

 

Nesse momento, humilde e arrependido, dirige-se ao Senhor, dizendo: Meu Deus, meu pai, pequei contra ti, julguei-me bastante forte para, dispensando conselhos e proteção, dispor à minha vontade das riquezas que me entregaste; reclamei-as antes de tempo, quando delas ainda me não sabia servir; esgotei-as, meu Deus, e agora eis-me aqui, despojado de tudo, sem mais possuir a inteligência que guia, o amor da ciência, que eleva, a força de lutar, que engrandece.

Tenho fome, devora-me a fome do futuro. Sinto que não me criaste para viver nesta abjeção, as minhas aspirações te buscam., só tu podes reparar as minhas perdas.

Oh! meu pai, abre teus braços paternais para acolher o filho arrependido, restitui à minha alma a força, a inteligência, o amor, a fim de que, compreendendo cada vez mais vivamente as culpas em que incorri para contigo, cada vez mais me esforce pelas reparar.

 

Tendo-se em vista estas palavras de Jesus (Lucas, XIV, vv. 24-35) : "O sal é bom, mas se o sal se torna insípido, com que temperareis?

 

Não servirá mais nem para a terra nem para os adubos, e será, por isso, posto fora; que ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir", quais o sentido e o alcance da parábola do filho pródigo?

 

Aquele, que persevera no mal, que recusa ouvir qualquer conselho, é como a semente estéril: não presta para ser lançada à terra, porque nada produzirá; não presta para ser lançada na estrumeira, porque, devendo o estrume auxiliar a vegetação da terra, o grão estéril que nele se lance, além de inútil para a germinação das outras sementes, ainda se apropriará de uma parte dos sucos nutritivos, para não dar mais do que uma erva abundante e efêmera, nociva ao resto da plantação, sem nada de proveitoso colher para si mesma.

O homem que se obstina no endurecimento fica incapaz de produzir frutos, isto é, de dar exemplos úteis à moralização de seus semelhantes. Absorve os cuidados e a atenção dos que se lhe consagram, ficando esses cuidados e atenções, que em nada lhe aproveitam, de nenhuma utilidade para outros homens de boa-vontade.

Eis porque essas criaturas serão postas fora, isto é, desterradas para mundos inferiores, como se faz com a semente má, que é lançada ao fogo. Aí, passarão, para elas, eternidades de prantos e de gemidos, pois que eternidades de séculos amontoados são necessárias ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento das terras primitivas, são precisas para que estas atinjam, não o grau de superioridade a que se hão de elevar, mas, apenas o nível em que vos achais.

A conversão de um pecador causa grande alegria aos que o amam e esperam, porém não elimina as conseqüências da ofensa feita.

 

Simplesmente as atenua. De fato, que é a expiação? A conseqüência do mal praticado, o esforço para o reparar.

 

Qual o Espírito arrependido que não conserva, seja qual for o perdão obtido, lembrança tanto mais amarga de suas faltas, quanto maior se tenha manifestado a bondade do Senhor?

 

Qual o Espírito que não tentará fazer voluntária e alegremente tudo o que possa por apagar os traços de um passado que o aflige e por merecer os favores de que se sente objeto?

 

A consciência do homem honesto não lhe brada quando, por um arrastamento qualquer, ele se afasta do caminho que reconhece ser o único honroso? E qual o seu maior desejo, senão o de reparar o mal que causou, apagando-o com o bem? Ora, se isto é o que se dá com alguns de vós outros, que não será em se tratando de Espíritos cujos sentidos alcançaram uma sutileza e um desenvolvimento extremos ?

 

A justiça do Senhor segue sempre o seu curso no tocante à expiação e à reparação, que constituem, para o Espírito culpado, as sendas da purificação e do progresso. Mas, aquele que volta sobre seus passos consegue atenuar o futuro, não o esqueçais nunca.

 

Quais, na parábola, o objeto e o fim dos versículos 26-32, relativos ao filho mais velho do pai de família?

 

(Vv. 26-27.) A resposta do servo ao filho mais velho, que o chamara para interrogá-lo, tem por fim mostrar o acolhimento que o Senhor dispensa àquele cujo arrependimento é sincero, as alegrias que lhe proporciona, os socorros espirituais que lhe concede, por efeito desse arrependimento, que o coloca, em condições de avançar, sem mais desfalecimentos nem paradas, pela estrada de que se desviara.

 

(Vv. 28-29-30.) A réplica do filho mais velho do pai de família, quando este lhe pedia que entrasse na sala da festa, tem por fim mostrar a tendência do homem para a inveja, para o egoísmo, inveja e egoísmo que o levam a ter ciúmes do que é feito a seus irmãos, considerando-se superior a estes. Aquela resposta põe em destaque esse egoísmo e essa inveja. Não percebendo as graças que cotidianamente lhe são dispensadas, o homem inveja as que julga concedidas aos outros.

 

Que recompensa lhe deve o Senhor? Não basta lhe conceda participar de suas graças? Notai que a festa celebrada por motivo do regresso do rapaz nenhum compromisso envolve com relação ao futuro, de nenhum trabalho, de nenhuma obrigação o isenta. Festejam-lhe a volta, mas amanhã, amanhã, ele terá que ocupar o seu lugar, que trabalhar e trabalhar com tanto mais zelo e atividade, quanto maior tenha sido o lapso de tempo durante o qual esteve paralisada a obra que lhe cumpre executar.

(Vv. 31-32.) As palavras do pai ao filho mais velho têm por fim mostrar a igualdade de todos perante Deus. O pensamento é idêntico ao da parábola dos trabalhadores da última hora.

 

O pai de família fizera entre os dois filhos a partilha de seus bens. Cada um recebera parte igual da herança. Mas o que não se afastara de casa viveu sempre em comum com o pai (o que é meu é teu), isto é, aproveitando das graças já outorgadas e recebendo diariamente novas graças. Como, porém, o hábito o tornara indiferente, não as percebe e então sente inveja do que vê fazer-se aos que voltam a colocar-se na mesma categoria em que ele se acha.

"Teu irmão estava MORTO e RESSUSCITOU, diz o pai, estava PERDIDO e foi ACHADO."

O Espírito culpado, que se obstina no mal, está morto, no sentido de que o seu estado é o emblema da morte. A morte, na acepção legítima da palavra, é a cessação de todo movimento; logo, numa, acepção figurada, é a cessação de todo progresso. O arrependimento o ressuscita, pondo-o em estado de retomar a sua marcha ascensional. É assim que ele estava perdido e que foi achado.

 

 

NOTAS DA EDITORA — A palavra landes, que se encontra no versículo 16, foi substituída por outros tradutores por — alfarrobas, bolotas, vagens.

A dádiva do anel indicava que o pai não recebia o filho como escravo, visto que naquela época os escravos não podiam usar anéis.

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