Domingo, 30 De Maio,2010

AS EMOÇÕES

 

A palavra emoção provém do verbo latino emovere, que significa mover ou movimentar, sendo, portanto, qualquer tipo de sentimento que produza na mente algum tipo de movimentação, que tanto pode ser positiva, negativa ou mesmo neutra.

Importantes na ocorrência desse fenômeno são o seu propósito assim como as suas consequências.

Quando se direciona ao bem-estar, à paz, à alegria de viver e de construir, contribuindo em favor do próximo, temo-la como positiva ou nobre, porque edificante e realizadora.

No entanto, se inquieta, estimulando transtornos e ansiedade, conduzindo nossa mente a distúrbios de qualquer natureza, temo-la negativa ou perturbadora, que necessita de orientação e equilíbrio.

Os resultados serão analisados pelos efeitos que produzam no indivíduo assim como naqueles com os quais convive, estabelecendo harmonia ou gerando empecilhos.

São as emoções responsáveis pelos crimes hediondos, quando transtornadas, assim como pelas grandes realizações da Humanidade, quando direcionadas para os objetivos dignificantes do ser.

No primeiro caso, desfruta-se da alegria de viver e de produzir o bem, enquanto que, no segundo, proporciona sofrimento e angústia, desespero e consumpção.

Para um ou outro objetivo são necessárias ferramentas específicas, tais como o amor, a bondade, a compaixão, a gentileza, a caridade, a fim de se lograr os resultados nobres, ou, do contrário, a ira, a cólera, o ódio, o ressentimento, a desonestidade, que levam ao crime e a todas as urdiduras do mal.

No primeiro caso, encontramos a nobreza de caráter e dos sentimentos edificantes, enquanto que, no segundo, constatamos a pequenez moral, o primarismo em que se detém o ser humano.

As emoções, do ponto de vista psicológico, podem ser agradáveis ou perturbadoras, estabelecendo identidades, tais como aproximação, medo, repugnância e rejeição.

O importante, no que concerne às emoções, é o esforço que deve ser desenvolvido a fim de que sejam transformadas as nocivas em úteis.

Quando se expressam prejudiciais, o indivíduo tem o dever de trabalhá-las, porque algo em si mesmo não se encontra saudável nem bem orientado. Ao invés de dar expansão às suas tempestades interiores, deve procurar examinar em profundidade a razão pela qual assim se encontra, de imediato, tentando alterar-lhe o direcionamento.

As emoções têm sua origem nas experiências anteriores do ser, que se permitiu o estabelecimento de paisagens internas de harmonia ou de conflitos.

Não se deve lutar contra as emoções, mesmo aquelas denominadas prejudiciais, antes cabendo o esforço para desviar-se a ocorrência daquilo que possa significar danos em relação a si mesmo ou a outrem.

Inevitavelmente ocorrem momentos em que as emoções nocivas assomam volumosas. A indisciplina mental e de comportamento abrem-lhes espaços para que se expandam, no entanto, a vigilância ao lado do desejo de evitar-se danos morais oferece recurso para impedir-lhe as sucessivas consequências infelizes.

Nem sempre é possível evitar-se ocorrências que desencadeiam emoções violentas. Pode-se, porém, equilibrar o curso da sua explosão e o direcionamento dos seus efeitos.

Raramente alguém é capaz de permanecer emocionalmente neutro em uma situação conflitiva, especialmente quando o seu ego é atingido. Irrompe, automaticamente, a hostilidade, em forma de autodefesa, de acusação defensiva, de revide...

Pode-se, no entanto, evitar que se expanda o sentimento hostil, administrando-se as reações que produz, mediante o hábito de respeitar o próximo, de tê-lo em trânsito pelo nível de sua consciência, se em fase primária ou desenvolvida.

Torna-se fácil, desse modo, superar o primeiro impacto e corrigir-se o rumo daquele que se transformou em emoção de ira ou de raiva...

Se tomas consciência de ti mesmo, dos valores que te caracterizam, das possibilidades de que dispões, é possível exercer um controle sobre as tuas emoções, evitando que as perniciosas se manifestem ante qualquer motivação e as edificantes sejam equilibradas, impedindo os excessos que sempre são prejudiciais.

Quando são cultivadas as reminiscências das emoções danosas, há mais facilidade para que outras se expressem ante qualquer circunstância desagradável.

Como não se pode nem se deve viver de experiências transatas, o ideal é diluir-se em novas experiências todas aquelas que causaram dor e hostilidade.

Isso é possível mediante o cultivo de pensamentos de paz e de solidariedade, criando um campo mental de harmonia, capaz de manifestar-se por automatismo, diante de qualquer ocorrência geradora de aflição.

Gandhi afirmava que não se deve matar o indivíduo hostil, mas matar a hostilidade nesse indivíduo, o que corresponde ao comportamento pacífico encarregado de desarmar o ato agressivo de quem se faz adversário.

Eis por que a resistência passiva consegue os resultados excelentes da harmonia. Provavelmente, o outro, o inimigo, não entenderá de momento a não-violência daquele a quem aflige, mas isso não é importante, sendo valioso para aquele que assim procede, porque não permite que a insânia de fora alcance o país da sua tranquilidade interior.

A problemática apresenta-se como necessidade de eliminar os sentimentos negativos, o que não é fácil, tornando-se mais eficiente diluí-los mediante outros de natureza harmônica e saudável.

Acredita-se que a supressão da angústia, da ansiedade, da raiva proporciona felicidade. Não será o desaparecimento de um tipo de emoção que fará com que se desfrute imediatamente de outra. A questão deve ser colocada de maneira mais segura, trabalhando-se, sim, pela eliminação das emoções perturbadoras, porém, ao mesmo tempo, cultivando-se e desenvolvendo-se aquelas que são as saudáveis e prazenteiras.

Não se torna suficiente, portanto, libertar-se daquilo que gera mal-estar e produz decepção, mas agir de maneira correta, a fim de que se consiga alegria e estímulo para uma vida produtiva.

Viver por viver é fenômeno biológico, automático, no entanto, é imprescindível viver-se em paz, bem viver-se, ao invés do tradicional conceito de viver de bem com tudo e com todos, apoiado em reservas financeiras e em posições relevantes, sempre transitórias...

Pensa-se que é uma grande conquista não se fazer o mal a ninguém. Sem dúvida que se trata de um passo avançado, entretanto, é indispensável fazer-se o bem, promover-se o cidadão, a cultura, a sociedade, ao mesmo tempo elevando-se moralmente.

Quando se está com a emoção direcionada ao bem e à evolução moral, o pensamento torna-se edificante e tudo concorre para a ampliação do sentimento nobre. O inverso também ocorre, porquanto o direcionamento negativo, as suspeitas que se acolhem, a hostilidade gratuita que se desenvolve, contribuem para que o indivíduo permaneça armado, porque sempre se considera desamado.

Mediante o cultivo das emoções positivas, aclara-se a percepção da verdade, das atitudes gentis, dos sentimentos solidários, enquanto que a constância das emoções prejudiciais faculta a distorção da óptica em torno dos acontecimentos, gerando sempre mau-humor, indisposição e malquerença.

Quando se alcançar o amor altruísta, haverá o sentimento da real fraternidade e o equilíbrio real no ser em busca de si mesmo e de Deus.

Jesus permanece como sendo o exemplo máximo do controle das emoções, não se deixando perturbar jamais por aquelas que são consideradas perniciosas. Em todos os Seus passos, o amor e a benevolência, assim como a compaixão e a misericórdia estavam presentes, caracterizando o biótipo ideal, guia e modelo para todos os indivíduos.

Traído e encaminhado aos Seus inimigos, humilhado e condenado à morte, não teve uma emoção negativa, mantendo-se sereno e confiante, lecionando em silêncio o testemunho que é pedido a todos quantos se entregam a Deus e devem servir de modelo à Humanidade.

Não se podendo viver sem as emoções, cuidar daquelas que edificam em detrimento das que perturbam, tal é a missão do homem e da mulher inteligentes na Terra.

 

Joanna de Ângelis

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 9 de março de 2009, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

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Sexta-feira, 28 De Maio,2010

SEXO NA BIBLIA

Josué

Ao comando de Deus, Josué faz algumas facas e circuncida as crianças de Israel "novamente" (ai!) à "colina dos prepúcios." [5:2-3]

 

Juízes

"Porventura não achariam e repartiriam despojos? Uma ou duas moças a cada homem?" [5:30]

Sansão vê uma mulher filistéia e diz para os seus pais que a "tomai-la por mulher... porque ela agrada aos meus olhos." [14:1-3]

"E foi-se Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e entrou a ela." [16:1]

Depois de levar um levita peregrino para sua casa, o anfitrião oferece a sua filha virgem e a concubina do convidado dele a uma bando de pervertidos (que querem ter sexo com o convidado dele). O bando recusa a filha, mas aceita a concubina "e abusaram dela toda a noite." Pela manhã ela rasteja até o degrau da porta "onde estava seu senhor". O levita põe o corpo já morto sobre um jumento. Então ele pica o corpo em doze pedaços e os envia a cada uma das doze tribos de Israel. [19:22-30]

 

Rute

Noemi (a sogra de Rute) aconselha Rute como melhor seduzir Boaz. Ela lhe diz que espere até que ele esteja um pouco bêbado e durma. "então, entra, e descobrir-lhe-ás os pés [um eufemismo bíblico para órgão genitais masculinos], e te deitarás, e ele te fará saber o que deves fazer." [3:3-4]

Rute faz como Noemi diz, e então à meia-noite acorda Boaz  que a acha aos pés dele. Ele pergunta quem é ela, e ela diz, "Sou Rute, tua serva; estende, pois, tua aba sobre a tua serva, porque tu és o remidor." [3:7-9]

Boaz parece gostar da sugestão e diz, "tudo quanto disseste te farei." Logo após ele lhe pede "Fica-te aqui esta noite... deita-te aqui até à manhã." assim Noemi "Ficou-se, pois, deitada a seus pés até pela manhã." [3:11-14]

"Tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele entrou a ela, e o SENHOR lhe deu conceição, e ela teve um filho." Outra ajuda divina na concepção de bebê. [4:13]

 

I Samuel

"Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o SENHOR se lembrou dela." (Ele provavelmente disse algo como, Oh sim, esta é aquela cujo útero eu calei.) E "Ana concebeu, e teve um filho, (outro menino!), e chamou o seu nome Samuel." [1:19-20]

"Visitou, pois, o SENHOR a Ana (novamente), e concebeu". Ele a deixou grávida pelas vias normais? [2:21]

Os filhos de Eli fizeram sexo com mulheres "à porta da tenda da congregação." [2:22]

Davi mata 200 filisteus e traz os seus prepúcios a Saul como dote para poder se casar com Mical, filha de Saul. Saul só tinha pedido 100 prepúcios, mas Davi era generoso. [18:25-27]

O sacerdote fala para Davi que ele e os seus homens podem comer o pão "sagrado" se eles se "abstiveram das mulheres." Davi garante ao sacerdote que "o corpo dos jovens também era santos." Assim poderiam comer o pão sagrado. [21:4-5]

 

II Samuel

Davi diz, "Dá-me minha mulher Mical, que eu desposei por cem prepúcios de filisteus." Bem, na verdade ele pagou com duzentos prepúcios (veja em [I Sm 18:25-27]). [3:14]

"E tomou Davi mais concubinas e mulheres." (Quantas? Só Deus sabe, mas ele não nos fala na Bíblia.) [5:13]

O rei Davi dança quase nu em frente a Deus e a todo mundo. Mical o critica por isso e Deus a castiga não tendo ela mais "filhos, até ao dia da sua morte." [6:14], [6:20-23]

Davi vê uma mulher (Bate-Seba) tomando banho e gosta do que vê. Assim ele a chama e comete adultério já que "ela se tinha purificado da sua imundície". E ela concebe um filho (é claro!). [11:2-5]

Deus está bravo com Davi por ter morto Urias. Como castigo, ele terá as suas esposas tomadas pelo "próximo". E este "próximo" que Deus envia para fazer o seu trabalho sujo é o próprio filho de Davi, Absalão [16:22]. [12:11-12]

Depois que o bebê de Bate-Seba é morto por Deus, Davi a conforta entrando a ela. E ela concebe outro filho (Salomão). [12:24]

Amnom (o filho de David) diz a sua meia-irmã Tamar, "Vem, deita-te comigo, irmã minha." Mas ela resiste, então ele a estupra e a despacha. Tamar, sabendo que ela agora pertence a ele (já que era uma virgem), espera que ele se case, mas ele se recusa. [13:1-22]

Amnom (filho de Davi) estrupa sua meia-irmã Tamar (que era virgem). [13:14]

"E entrou Absalão às concubinas de seu pai perante os olhos de todo o Israel." Isto já estava nos planos de Deus como anunciado em [II Sm 12:11-12]. [16:21-22]

Para castigar as dez concubinas que se deitaram com seu filho [16:21-22], Davi recusa ter sexo com elas e as confina em casa para pelo resto de suas vidas. [20:3]

 

I Reis

Para aquecer o velho rei Davi, trouxeram uma moça virgem para servi-lo. [1:1-4]

"E o rei Salomão amou muitas mulheres estranhas... E tinha 700 mulheres, e 300 concubinas." Deus não prestou atenção ao número, mas a estranheza delas. [11:1-3]

 

I Crônicas

"Tamar, sua nora, lhe deu à luz a Perez..." Veja em [Gn 38:6-29] todos os detalhes sórdidos. [2:4]

"E Davi tomou ainda mais mulheres" com a aparente aprovação de Deus. [14:3]

Os servos de Davi tiveram as nádegas expostas. [19:4]

 

Ester

São trazidas todas "moças virgens, formosas à vista" do reino perante ao rei, para que ele escolha qual substituirá Vasti. [2:2-4]

Tendo Ester ganho a competição de sexo, é eleita pelo rei, e é feita rainha no lugar de Vasti. [2:8-9], [2:12-17]

Já que todas mulheres são inerentemente sujas, aquela que agradou o rei, teve que ser purificada durante dez meses antes que ela pudesse ser a rainha. [2:9-12]

 

Salmos

O autor deste salmo é supostamente Davi. Nesse caso, então não é de se estranhar que seus "lombos" estejam com uma doença repugnante. Afinal de contas, a sua promiscuidade era legendária, e provavelmente ele não praticou sexo seguro. [38:5], [38:7]

 

Provérbios

"Saciem-te os seus seios em todo o tempo". [5:19]

"Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã." [7:18]

Uma das quatro coisas "maravilhosas" é "o caminho do homem com uma virgem." [30:18-19]

 

Cântico dos Cânticos

"Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho." Um bom começo para um poema pornográfico. [1:2]

"O meu amado... morará entre os meus seios." [1:13]

"Tal é o meu amado... desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar." [2:3]

"A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace." [2:6]

Nossa heroína leva seu amante para o quarto da mãe. [3:4]

"Os teus dois peitos são como dois filhos gêmeos da gazela". [4:5]

"Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Se viesse o meu amado para o seu jardim, e comesse os seus frutos excelentes!" [4:16]

"O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coração estremeceu por amor dele." [5:4]

"Eu me levantei para abrir ao meu amado... Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado." [5:5-6]

"As voltas de tuas coxas são como jóias... Os teus dois peitos, como dois filhos gêmeos da gazela." [7:1-3]

"Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias! ... Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e, então, os teus peitos serão como os cachos." [7:6-8]

"Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas... ali te darei o meu grande amor." [7:12]

"A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace." [8:3]

"Temos uma irmã pequena, que ainda não tem peitos... e os meus peitos, como as suas torres." [8:8-10]

 

Isaías

Deus "porá a descoberto a sua nudez". [3:16-17]

Isaías faz sexo com uma profetisa que concebe e dá a luz a um filho. (Você não estava esperando uma filha, estava?) [8:3]

Deus diz para Isaías tirar suas roupas e vagar completamente nu durante três anos como um "sinal e prodígio." Deste modo ele será igual aos cativos egípcios que caminharão nus "com as nádegas descobertas." [20:2-5]

 

Jeremias

"Tu te maculaste com muitos amantes". [3:1]

Mais sobre meretrizes que fazem sexo debaixo de toda árvore. [3:6]

Judá comete adultério "com a pedra e com o pedaço de madeira." [3:9]

Jeremias volta a falar sobre sexo debaixo das árvores. [3:13]

"Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu companheiro." [5:8]

Deus planeja expor a intimidade de todos em Jerusalém erguendo suas saias por cima da cabeça, e declarando "os teus adultérios, e os teus rinchos, e a enormidade da tua prostituição sobre os outeiros no campo". [13:26-27]

 

Lamentações

Jerusalém é comparada a uma mulher nua que suspira e volta atrás. "A sua imundícia está nas suas saias". [1:8-10]

O adversário põe a sua mão em "todas as coisas mais preciosas dela." [1:10]

 

Ezequiel

Deus veste com rigor Jerusalém, limpa seu sangue e assiste sua prosperidade. "Mas confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama... e fizeste imagens de homens, e te prostituíste com elas." [16:6-41]

Pênis grande. [16:26]

Descobriram a nudez do pai, cometeram adultério com as esposas do próximo, e fizeram sexo com a nora e a irmã. [22:1-16]

Um conto sobre duas irmãs que eram culpadas de prostituírem-se. [23:1-49]

Pênis realmente grande. [23:20]

Deus quebra e rasga os ombros dos egípcios, e diz que "trarei sobre ti a espada e separarei de ti homem e animal." Ai! [29:7-9]

 

Oséias

Deus diz para Oséias cometer adultério, dizendo "Vai, toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR." Assim Oséias fez e "tomou" como esposa, Gomer. [1:2-3]

Oséias diz para seus filhos que falem com a mãe deles, "Porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido." Ele ameaça: "Para que eu não a deixe despida, e a ponha como no dia em que nasceu." [2:2-3]

Deus diz que ele descobrirá "a sua vileza diante dos olhos dos seus namorados". [2:10]

Deus diz para Oséias que ame "uma mulher, amada de seu amigo e adúltera". [3:1]

Israel foi uma "meretriz" como quem "amaste a paga sobre todas as eiras de trigo." [9:1]

 

Amós

Deus prediz que "um homem e seu pai entram à mesma moça". [2:7]

"No dia da ira de Deus, os homens valentes fugirão nus." [2:16]

 

Naum

Deus diz da meretriz: "te descobrirei na tua face, e às nações mostrarei a tua nudez e aos reinos, a tua vergonha." [3:4-6]

 

Zacarias

Deus diz que Jerusalém será "tomada... e as mulheres, forçadas." [14:2]

 

Mateus

"Há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber isso, que o receba." Palavras perigosas de um sujeito que recomenda cortar partes do corpo se elas o fazem pecar ([Mt 5:29-30], [Mt 18:8-9], [Mc 9:43-48]). Alguém pode querer se castrar para ser um dos 144.000 virgens [Ap 14:3-4] que irão ao céu. [19:12]

 

Marcos

E um jovem o seguia (Jesus), envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe as mãos, mas ele, largando o lençol, fugiu nu. [14:51-52]

 

Romanos

Paulo explica que "o uso natural" de mulheres é serem objetos sexuais para o prazer dos homens. [1:27]

Com sua habitual intolerância, Paulo condena os homossexuais (inclusive as lésbicas). Esta é a única referência clara à lésbicas na Bíblia. [1:26-28]

 

I Coríntios

Paulo, enquanto julga alguns rumores, reclama que há fornicadores entre os seus seguidores em Corinto; ele está preocupado que alguns fizessem sexo com as esposas de seus pais. Ele diz que aqueles que fizeram estas coisas deveriam ser entregues a Satanás. [5:1-5]

Paulo pergunta se ele deveria levar os membros de Cristo, e fazer-lhes membros de uma meretriz? E continua, "não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela?" Eu não sabia disso. [6:15-16]

Paulo deseja que os homens e mulheres se privam de sexo, mas lhes diz "ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência." [7:5]

Paulo, como Jesus e os outros escritores do Novo Testamento, espera o fim para logo. "O tempo se abrevia." Assim, não há tempo para sexo, de qualquer maneira, o mundo estará terminando logo. [7:29]

 

Apocalipse

Jezabel (quem Deus tinha se livrado jogando-a do alto, pisoteada por cavalos, e comida por cães [II Rs 9:33-37] é insultada por João, dizendo que ela ensinou e seduziu os servos de Deus para se prostituírem. [2:20]

Jesus porá Jezabel em uma cama, e cometerão adultério com ela. [2:22]

Bebendo o vinho da prostituição. [14:8]

"Bem-aventurado aquele... que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas." [16:15]

A grande prostituta é descrita como "cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição." Ela tem um sinal bastante grande na testa, e se porá bêbeda com o sangue de santos e mártires, "e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo." [17:1-16]

"Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela. E os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias." [18:3]

"E os reis da terra, que se prostituíram com ela e viveram em delícias, a chorarão e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio." [18:9]

A "grande prostituta" corrompeu a terra com sua prostituição. [19:2]

 

 

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Quinta-feira, 27 De Maio,2010

CRUELDADE E VIOLÊNCIA NA BIBLIA

II Reis

Acazias estava doente e enviou mensageiros a Baal-Zebube perguntar se ele se recuperaria. Deus teve ciúmes da atenção dada ao seu adversário e diz para Acazias que ele morrerá por perguntar para o deus errado. [1:2-4, 1:17]

Os espetáculos de Elias que é "Homem de Deus" queima 153 homens até a morte. [1:9-17]

Deus envia dois ursos para matar 42 crianças por terem zombado da calva de Eliseu. [2:23-24]

Deus instrui os israelitas, pelo profeta Elias, a implementar uma política de destruição da terra dos moabitas. "E ferireis todas as cidades fortes, e todas as cidades escolhidas, e todas as boas árvores cortareis, e tapareis todas as fontes de água, e danificareis com pedras todos os bons campos." [3:19-25]

Em uma tentativa desesperada para conter a matança de seu povo pelos israelitas, o rei dos moabitas sacrifica seu filho em holocausto. [3:27]

Eliseu não só pode curar a lepra, como também passá-la. Aqui ele faz do criado (Geazi) e todos seus descendentes leprosos para sempre. [5:27]

"Cozemos, pois, o meu filho e o comemos." As mulheres mataram, ferveram e comeram as próprias crianças por causa de uma peste que Deus enviou, ou como a Bíblia coloca: "Eis que este mal vem do SENHOR." [6:28-29, 6:33]

Um homem é pisoteado até a morte por descrer de Elias. [7:17-20]

Deus envia a fome às pessoas durante sete anos. [8:1]

Deus diz que todos da casa de Acabe perecerão. [9:8]

"E os cães comerão a Jezabel... e não haverá quem a enterre." [9:10]

Jeú atira uma flecha direito no coração do pobre velho Jorão. [9:24]

Deus se livrou de Jezabel. O sangue dela é espalhado na parede e nos cavalos, os quais a pisoteiam. O seu corpo é comido por cachorros e tudo o que resta são suas mãos, pés e crânio. Deus diz que ela "será como esterco sobre o campo." [9:33-37]

Todos os setenta filhos de Acabe são mortos, e suas cabeças colocadas em cestas, e deixadas "em dois montões à entrada da porta, até amanhã." [10:7-8]

Jeú mata todos os que sobraram da família de Acabe. [10:11]

Jeú captura e assassina 42 homens. [10:14]

Jeú mostra o zelo dele para com Deus assassinando "todos os que ficaram de Acabe em Samaria, até que os destruiu, conforme a palavra do SENHOR." [10:16-17]

Jeú mentiu aos seguidores de Baal de modo que ele poderia apanhar a todos e matá-los. [10:19]

Jeú adverte seus guardas que, "Se escapar algum dos homens que eu entregar em vossas mãos, a vossa vida será pela vida dele." [10:24]

Quando Jeú termina os sacrifícios dos animais, ordena a seus homens: "Entrai, feri-os, não escape nenhum. E os feriram a fio de espada." [10:25]

Deus está muito contente com todas as matanças de Jeú, e diz "Porquanto bem fizeste em realizar o que é reto aos meus olhos e, conforme tudo quanto eu tinha no meu coração, fizeste à casa de Acabe (Jeú assassinou todos), teus filhos até à quarta geração se assentarão no trono de Israel." [10:30]

"Vendo, pois, Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real." [11:1]

O sacerdote Joiada dá ordem de matar Atalia e seus seguidores. [11:15-16]

O "povo do SENHOR" destruiu a "casa de Baal" e o "sacerdote de Baal, mataram perante os altares." [11:17-18]

Amazias que fez o que era certo aos olhos de Deus, matou dez mil edomitas. [[14:3, 14:7]

Deus fere o rei Azarias com lepra "até ao dia da sua morte" por não remover os altos. [15:5]

"Então, Menaém feriu a Tifsa e todos os que nela havia... porque não lha tinham aberto; e os feriu, pois, e todas as mulheres grávidas fendeu pelo meio." Deus aprova tal ato? É impossível saber, já que este assassinato em massa é simplesmente informado sem maiores comentários. [15:16]

Deus enviou leões para devorar os estrangeiros em Samaria porque eles "não temeram ao SENHOR", e até pior, eles não souberam "o culto do Deus da terra." Bem, isso nos ensina sobre os modos de Deus. [17:25-26]

Um "anjo do SENHOR" mata 185.000 homens enquanto eles dormem. "E, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos." Eu imagino que quando eles acordaram devem ter dito: Caramba, eu estou morto! [19:35]

Josias, aparentemente com a aprovação de Deus, mata "todos os sacerdotes dos altos" e os sacrifica a Deus nos seus altares. Note que este é um sujeito que "fez o que era reto aos olhos do SENHOR." [22:2]). [23:20]

Embora Josias fizesse tudo aquilo que Deus queria, ele ainda foi castigado e toda Jerusalém pelos atos de seu avô. [23:26]

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:26
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Quarta-feira, 26 De Maio,2010

CRUELDADE E VIOLÊNCIA NA BIBLIA

Levítico

Deus dá instruções detalhadas de sacrifícios de animais. Tais rituais sangrentos devem ser importantes para Deus, julgando o número de vezes que ele repete as instruções. Do primeiro ao nono capítulo do Levítico, podem ser resumidos da seguinte forma: Adquira um animal, mate-o, jogue o sangue ao redor, corte o animal morto em pedaços, e queime para um "cheiro suave ao SENHOR." [1 - 9]

"Então, esfolará o holocausto e o partirá nos seus pedaços." [1:6]

Queime a cabeça, gordura, e entranhas para um "cheiro suave ao SENHOR." [1:8-9]

"E a degolará ao lado do altar... e espargirão o seu sangue à roda sobre o altar." [1:11, 3:2, 3:8, 3:13]

"Depois, a partirá nos seus pedaços... e o queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR." [1:12-13]

"E lhe torcerá o pescoço com a sua unha, e a queimará sobre o altar". [1:15]

"Para um cheiro suave ao SENHOR." [1:17, 2:2, 2:9, 2:12, 3:5, 3:16, 6:15, 6:21]

"Em pedaços a partirás... é oferta de manjares." [2:6]

"Coisa santíssima é, de ofertas queimadas ao SENHOR." [2:10]

Toda a gordura, rins e fígado deverão ser oferecidas em holocausto. [3:3-4, 3:9-10, 3:14-16, 4:8-11]

"E porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho perante o SENHOR." [4:4]

"O sacerdote molhará o seu dedo no sangue e daquele sangue espargirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu do santuário." [4:6, 4:17]

"E todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar". [4:7]

"E degolar-se-á o novilho perante o SENHOR." [4:15]

Mate e espalhe o sangue. [4:24-25]

Mate pela "expiação do pecado", espalhe o sangue, e queime a gordura para um "cheiro suave ao SENHOR." [4:29-31, 4:33-34]

Torça o pescoço de pombos para Deus. [5:8-9]

Qualquer toque no corpo morto de uma oferenda será santo. [6:25-27]

A santa lei da expiação: Ache um animal; mate-o; espalhe o sangue ao redor do altar; ofereça para Deus a gordura, a calda, o fígado e os rins; queime tudo e coma no lugar santo. Isto é muito santo! [7:1-6]

O sacerdote tem que espalhar o sangue das ofertas de paz. [7:14]

Cuidado com o que você come. A gordura e o sangue são para Deus. [7:18-27]

Deus dá instruções para "oferta movida" e "sacrifícios pacíficos." Ele diz estes sacrifícios serão para sempre "por estatuto perpétuo." Você fez o seu sacrifício pacífico hoje? [7:30-36]

Moisés mata um animal; esfrega o sangue nas orelhas e nos dedos polegares da mão e do pé de Arão. Então ele joga o sangue ao redor do altar e faz uma oferta de movimento perante Deus. Finalmente ele queima as oferendas "por cheiro suave" à Deus. [8:14-28]

Vários sacrifícios de animais. Depois de degolados, molha-se o dedo no sangue, joga-se sangue ao redor, queimam-se as gorduras e entranhas, e faz-se oferta de movimento à Deus. [9:8-21]

Mate um bezerro, molhe o dedo no sangue e faça um círculo com ele, queime a gordura e as entranhas, e renuncie ao peito como "oferta de movimento perante o SENHOR." [9:8-21]

"E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú... trouxeram fogo estranho... e morreram perante o SENHOR." [10:1-2]

Se os sacerdotes descobrirem suas cabeças, rasgarem suas roupas, saírem com o óleo santo, ou então beberem "vinho ou bebida forte", Deus os matará e enviará sua ira para "toda a congregação." [10:6-9]

Depois que uma mulher der à luz, um cordeiro e um pombo serão oferecidos pelo pecado. Isto porque ter crianças é pecado e Deus gosta quando animais são mortos para ele. [12:6-8]

O tratamento de Deus para lepra: Adquira dois pássaros. Mate um. Molhe o pássaro vivo no sangue do morto. Espirre o sangue no leproso sete vezes, e então solte o pássaro vivo no campo. Depois ache dois cordeiros e os mate. Esfregue um pouco de seu sangue na orelha direita do paciente, no dedo polegar, e no dedo polegar do pé. Espirre óleo sete vezes e esfregue um pouco do óleo na orelha direita dele, no dedo polegar e no dedo polegar do pé. Finalmente, arrume um par de pombas. Mate uma. Molhe a ave viva no sangue da morta e espalhe pela casa. [14:2-52]

Deus explica o uso de bodes expiatórios. Faça assim: Adquira dois bodes. Mate um. Degole-o e borrife o sangue ao seu redor sete vezes. Então pegue o outro bode, conte todos os seus pecados a ele e o envie ao deserto. [16:6-28]

"E o sacerdote espargirá o sangue ... e queimará a gordura por cheiro suave ao SENHOR." [17:6]

Se você transtornar a Deus, ele fará a terra vomitá-lo. [18:25]

"Porém qualquer que fizer alguma dessas abominações, as almas que as fizerem serão extirpadas do seu povo." [18:29, 19:8]

Não coma sacrifícios no terceiro dia ou sua "alma será extirpada do seu povo." [19:6-8]

Qualquer um que "der da sua semente a Moloque", será morto. E para aqueles que ignorarem isto, Deus o expulsará assim como sua família. [20:2-5]

"Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá." Nós não podemos tentar conversar antes? [20:9]

Serão executados todos os adúlteros. [20:10]

Se um homem fizer sexo com a esposa de seu pai, ambos morrerão. [20:11]

"Se um homem fizer sexo com sua nora, ambos morrerão." [20:12]

"Se um homem fizer sexo com outro homem, ambos morrerão." [20:13]

"Se um homem tomar uma mulher e a sua mãe, então os três morrerão." [20:14]

Se um homem ou mulher fizer sexo com um animal, a pessoa e o pobre do animal serão mortos. [20:15-16]

Mulheres com "espírito adivinho" serão apedrejadas até a morte. [20:27]

"Quando a filha de um sacerdote se prostituir; com fogo será queimada." [21:9]

Deus nos dá mais instruções para matar animais. Eu imagino que os primeiros nove capítulos do Levítico não foram suficientes. [23:12-14, 23:18-20]

Não faça qualquer trabalho no dia da Expiação ou Deus o destruirá. [23:29-30]

Um homem amaldiçoou e blasfemou o nome do Senhor. Moisés pergunta a Deus o que fazer sobre isto. Deus diz que a toda a comunidade deve apedrejá-lo até a morte. "E fizeram os filhos de Israel como o SENHOR ordenara a Moisés." [24:10-23]

Qualquer um que blasfemar será apedrejado até a morte pela sua comunidade. [24:16]

Deus diz para os israelitas que persigam os seus inimigos "e cairão à espada diante de vós." Ele imagina que cinco israelitas poderão perseguir cem, e cem poderão perseguir dez mil de seus inimigos. [26:7-8]

Deus descreve os tormentos que ele planejou para aqueles que o desagradam. Os habituais: pestes, febres ardentes que consumirão os olhos, etc. mas ele reserva o pior para as crianças. Ele diz que "semeareis debalde a vossa semente, e os vossos inimigos a comerão", "enviarei entre vós as feras do campo, as quais vos desfilharão" e "comereis a carne de vossos filhos e a carne de vossas filhas comereis." [26:16-39]

Todas as coisas "consagradas" (homem e animal) "certamente morrerá." [27:28-29]

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01
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Terça-feira, 25 De Maio,2010

A VERGONHA CONTINUA - OH! RAÇA DE VÍBORAS

LADRÃO DEU A IURD R$ 200 MIL DE DÍZIMO, DIZ EX-FIEL.

Na noite de uma segunda-feira de dezembro de 2006 um homem de nome Alexandre entregou a Edir Macedo e Romualdo Panceiro, da Igreja Universal, R$ 200 mil porque queria se “redimir do crime” de ter participado do furto de R$ 164 milhões do Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005. Seria uma espécie de dízimo da parte do furto que coube a Alexandre.

Edilson Cesário Vieira A informação é do lavador de carros Edilson Cesário Vieira (foto), que na época era fiel da Universal.

Ele contou ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, que a doação ocorreu em uma sala do 4º andar do templo da igreja da avenida João Dias, Santo Amaro, bairro da zona sul de São Paulo.

“O bispo Romualdo mandou um carro blindado pegar o dinheiro na casa do Alexandre, em Ermelino Matarazzo. Duas horas depois, chegaram com duas pastas pretas. O Alexandre jogou o dinheiro na mesa, ainda com lacre”, disse Vieira, conforme relato de Tahiane Stochero, do Diário de S.Paulo.

Vieira disse que Edir Macedo pediu que Alexandre se ajoelhasse sobre o dinheiro e rezasse, citando-o como exemplo. “Todos deveria fazer como ele”, teria dito Macedo.

“Dinheiro a gente recebe, não importa de onde vem.”

Vieira disse que resolveu contar ao Ministério Público que testemunhou a entrega do dinheiro porque ele foi usado como “laranja” pela Universal em lavagem de dinheiro e hoje, por causa disso, tem uma dívida de R$ 380 milhões.

A Igreja Universal negou as acusações. As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público prosseguem.

O assalto ao Banco Central de Fortaleza é considerado o maior do país.

Até agora, a Polícia Federal recuperou apenas R$ 12 milhões. Foram indiciados 96 suspeitos e entre eles há pelo menos um fiel da Universal.

Retirado de: http://e-paulopes.blogspot.com/

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01
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Segunda-feira, 24 De Maio,2010

A BIBLIA FOI ESCRITA POR BÊBADOS

Bíblia foi escrita por bêbados, diz pop star polonesa

Pop star Doda
No ano passado, em uma entrevista na tv, a pop star polonesa Dorota Rabczewska (foto), 26, disse ser mais fácil acreditar em dinossauros do que na Bíblia, que “foi escrita por pessoas que bebiam muito vinho e fumavam cigarros de ervas”.

Ryszard Nowak, presidente de uma entidade que defende os valores cristãos, acusou Dorota de ter cometido crime ao ofender “os sentimentos religiosos de cristãos e judeus”.

Agora, como o apoio de religiosos furiosos, como Nowak, o Ministério Público de Varsóvia quer colocar a pop star na cadeia.

Na Polônia, o país do papa João Paulo 2, existe uma rigorosa lei contra a blasfêmia. Se Doda (como a artista é chamada) for condenada, poderá ficar até dois anos na cadeia.

Fãs da exuberante loira afirmam que, na Polônia, os cristãos estão cada vez mais parecidos com os fundamentalistas islâmicos.

Doda, que não esperava que a sua afirmação fosse repercutir, deve estar satisfeita com a notoriedade mundial que acaba de ganhar.

Com agências internacionais.

Retirado de: http://e-paulopes.blogspot.com/

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 23:41
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PARAÍSO, INFERNO E PURGATÓRIO

No Universo não há lugares circunscritos para as penas e gozos dos Espíritos, pois eles são inerentes ao seu grau de perfeição.

 

Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça. Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que habitam. Inferno e Paraíso são simples alegorias; por toda parte há Espíritos ditosos e inditosos.

 

A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

 

Por “purgatório” devem-se entender as dores físicas e morais: o tempo de expiação.

 

Quase sempre, na Terra, é que fazemos o nosso purgatório e que Deus nos obriga a expiar as nossas faltas. Por “céu” não se deve entender um lugar onde os Espíritos estejam todos despreocupados, somente gozando a eterna felicidade.

 

Não; é o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores, onde os Espíritos gozam plenamente de suas faculdades, sem as tribulações da vida material, nem as angústias peculiares à inferioridade. As expressões “quarto”, “quinto” céus, etc., exprimem diferentes graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade. É exatamente como quando se pergunta a um Espírito se está no inferno. Se for desgraçado dirá sim, porque, para ele, inferno é sinônimo de sofrimento. Sabe, porém, muito bem que não é uma fornalha. Um pagão diria estar no Tártaro.

 

Quando o Cristo disse: “Meu reino não é deste mundo”, quis dizer que seu reinado se exerce unicamente sobre os corações puros e desinteressados, mas, um dia, o bem reinará na Terra. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores, que constituirão, aqui, uma geração nova. Então, os Espíritos dos maus, que a morte vai ceifando dia a dia, e todos os que tentem deter a marcha das coisas, serão excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam. Irão para outros mundos menos adiantados, desempenhar missões penosas, trabalhando pelo seu próprio adiantamento, ao mesmo tempo em que trabalharão pelo de seus irmãos ainda mais atrasados. E, então, a Terra será transformada.

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01
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Sábado, 22 De Maio,2010

BRASIL CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO

 

 

I-Importância da Nação Brasileira no Cenário Mundial.

 

Desembarcava em Manhattan, na América vindo da França, no dia 11 de maio de 1831, o jovem Aléxis de Tocqueville que, em 1835, escrevia seu livro “De la Democratie en América”, no qual expunha suas idéias sobre a Nação que realizaria tarefas sem precedentes na História – os Estados Unidos.

Pelo método comparativo preconizava a bipolaridade, que somente bem mais tarde se implantaria. Vejamos o que escreveu, então:

“Existem hoje sobre a Terra dois povos, que tendo partido de pontos diferentes, parecem adiantar-se para o mesmo fim – são os russos e os anglo-americanos. Ambos cresceram na obscuridade; e enquanto os olhares dos homens estavam ocupados noutras partes, colocaram-se de Improviso na primeira fila entre as nações, e o mundo se deu conta, quase que ao mesmo tempo, de seu nascimento e de sua grandeza. Todos os outros povos parecem ter chegado mais ou menos aos limites traçados pela natureza, nada mais lhes restando se não manter-se onde se acham, enquanto aqueles dois se acham em crescimento; todos os outros vão se deter ou avançar a poder de mil esforços; apenas esses dois marcham a passo fácil e rápido numa carreira cujos limites o olhar humano não poderá ainda perceber. O americano luta contra os obstáculos que a natureza lhe opõe; o russo está em luta com os homens. Um combate o deserto e a barbárie; o outro, a civilização; por isso as conquistas do americano se firmam com o arado do lavrador e as do russo, com a espada do soldado. Para atingir sua meta, o primeiro apóia-se no interesse pessoal e deixa agir, sem dirigí-las, a força e razão dos indivíduos. O segundo concentra num homem, de certa forma, todo o poder da sociedade. Um tem por principal meio de ação a liberdade, o outro, a servidão. O ponto de partida é diferente, os seus caminhos são diversos; não obstante cada um deles será convocado, por um desígnio secreto da Providência, a deter nas mãos, um dia, os destinos da metade do mundo.”

Isso era previsto, veja-se bem, em 1835. E dentro do processo histórico, o ciclo evolutivo das nações marcaria o desaparecimento da supremacia da Espanha e Portugal, nações que, pela bipolaridade, dominavam os destinos do mundo com o advento das grandes navegações. Também desapareceria a hegemonia da França e da Inglaterra e o mundo continuaria dominado, no âmbito da bipolaridade, por nações com grande extensão territorial e amplas fachadas marítimas. Além dos Estados Unidos e da Rússia, outras cinco nações já se haviam estabelecido no Mundo, satisfazendo aquelas condições: o Canadá, a Austrália, a Índia, a China e o nosso Brasil, que ensaiava seu ciclo evolutivo entre as grandes Pátrias da Terra.

Coube ao sueco Rudolf Kjellen, na obra intitulada “O Estado como forma de vida”, de 1916, provar que as nações, como todos os seres vivos, nascem, crescem, projetam-se ou não e morrem, cedendo seu lugar a outras no cenário das grandes potências.

Fato importante, os estudiosos, hoje, vêm mostrando que a Rússia e os Estados Unidos aproximam-se do cone de sombra, que os levará, um dia, ao eclipse de sua supremacia nas áreas em que atuam no Planeta, em face do desmoronamento das estruturas sobre as quais se apóiam. Quanto aos Estados Unidos, a derrocada está prevista no fato de o racismo anglo-saxão ter dificuldade de manter-se majoritário, pois as minorias dos negros, chicanos, porto-riquenhos se reproduzem com mais desenvoltura, formando quistos – podendo desestabilizar-se a estrutura estatal. Quanto à Rússia, tratar-se-ia, como no caso do Império Romano, de regime centralizado, em falência... A Rússia de hoje, envolvendo toda a parte oriental da Europa, atingindo a Ásia sem alcançar o Mediterrâneo, começa a ser solapada pelas Repúblicas Socialistas e “satélites” da periferia.

Esse caso das potências mencionadas já preocupa os especialistas que promovem o processo seletivo, em busca das condições que devam preencher os países destinados à hegemonia dentro do mundo bipolar, em substituição daqueles em declínio (veja-se “Avaliação do Poder Mundial”, de Ray Cline).

Países com vasta extensão territorial e amplas fachadas marítimas, afora os Estados Unidos e a Rússia, são a China, o Brasil, o Canadá, a Índia e a Austrália. Candidatos à hegemonia mundial são mais forte a China e o Brasil, som “sua situação especialíssima e seu patrimônio imenso de riquezas...”.

Afirma, em sua obra “Retrato do Brasil” (Atlas - Texto de Geopolítica), a Professora Therezinha de Castro, do Colégio Pedro II e Conferencista de Geopolítica na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, na Escola de Guerra Naval e na Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, além de autora de numerosas obras de História Geral e do Brasil:

 

 

"Dentro da tese de Alexis de Tocqueville de que o mundo, a partir do século XX, em face da bipolaridade, passaria a ser dirigido por grandes nações com ampla extensão territorial e vasta fachada marítima, se opõem as condições básicas. Indispensáveis que um país deve possuir, simultaneamente, para se enquadrar na categoria de nação emergente no âmbito das relações internacionais:

 

· Superfície territorial maior do que 5.000.000 Km2;

· continuidade territorial;

· acesso direto e amplo ao alto-mar;

· recursos naturais estratégicos e essenciais;

· população maior do que 100 milhões de habitantes:

· densidade demográfica maior do que 10 habitantes por Km2 e menor do que 200 habitantes por km2;

· homogeneidade racial.

Essas sete condições básicas, na atualidade só são preenchidas por dois países – a China e o Brasil.

Assim, no âmbito das relações internacionais, apesar dos grandes espaços vazios por preencher e integrar, figuramos entre as nações mais populosas do Globo. Nação das mais populosas, onde a homogeneidade racial se vem impondo desde os primórdios coloniais, com três condições fundamentais para ser Grande Potência, pois temos: espaço, posição e matérias-primas; somos, portanto, dentro do conceito geopolítico global, uma Nação Satisfeita”. (destaques nossos.)

 

Afirma o Professor Pinto Ferreira, sociólogo e jurista, em sua obra “Curso de Educação Moral e Cívica”, 2ª edição, 1974:

 

“É preciso compreender o Brasil para poder amá-lo e engrandecê-lo. O Brasil constitui uma singularidade histórica. É a primeira grande civilização próspera no mundo tropical. O Brasil tem condições para ser uma superpotência mundial no século XXI (págs. 14 e 15). É uma grande potência mundial emergente, que será incontestavelmente uma das seis grandes superpotências do fim do século XX (pág.120). A ascensão do Brasil, como o foi a da Rússia, é uma inegável possibilidade geopolítica”. (pág. 163).

Vimos, assim, que do ponto de vista sócio-histórico-geográfico o destino do Brasil é tornar-se Grande Potência.

 

II - DESTINAÇÃO ESPIRITUAL DO BRASIL.

 

1.      Influência espiritual na História.

 

Segundo o realismo histórico cristão, a História se desenrola conforme a vontade de Deus, sempre soberana, sem prejuízo, porém, do papel do homem, que executa o planejamento divino, de acordo com seu preparo para a missão e seu livre-arbítrio, que o leva, muitas vezes, a desvios históricos, conhecidos.

Assim se expressa, a respeito, o filósofo Basave del Valle, em sua obra “Filosofia do Homem”, cap. XI, itens 13 e 14:

“Deus não pode falhar na realização dos seus fins providenciais... o fim da História será em qualquer caso o que Deus quis... há uma harmonia geral preestabelecida, impossível de anular devido aos desvios do homem”. (destaque nosso). A História, em conclusão, é obra de Deus e obra dos homens. Sob a condução suprema da providência, a livre atividade humana é forjadora da História”.

 

Esse mecanismo da História é assim apreciado pelo conhecido escritor espírita Hermínio C. Miranda, em artigo intitulado “Arquivos Espirituais da Independência do Brasil”, publicado em “Reformador” de setembro de 1972 e do qual extraímos os tópicos seguintes:

 

“(...) sou daqueles que vêem na História a presença inequívoca de Deus e, por isso, também, a importância das lições que elas encerram para melhor entendimento do presente e mais lúcida projeção do futuro.” “(...)É assim que os poderes espirituais fazem a História, escrevendo-a primeiro na memória e no coração dos seres que devem, por assim dizer, materializá-la no plano humano. Há falhas , às vezes, porque os Espíritos não são constrangidos; são convidados. Fica-lhes o livre-arbítrio e, por isso, estão sujeitos a deslizes que podem retardar o programa, mas nunca invalidar o objetivo superior traçado no mundo espiritual”. (Destaques nossos).

 

2. Preparo da raça (segundo elementos colhidos na obra “História da Civilização Brasileira”, da Professora Therezinha de Castro, págs.494/498):

O Brasil é um país mestiço, de raça não pura, de população cruzada. O povo brasileiro formou-se da mestiçagem do

· português, elemento invasor, desbravador, aventureiro, romântico a seu modo;

· negro, elemento importado, sofredor, que veio, como escravo, saudoso de sua terra, mas desprendido e humilde ( a escrava amamentava o filho da Sinhá, enquanto o seu chorava de fome);

· índio, elemento nativo, corajoso, amante da liberdade.

Observe-se que no Norte e no Sul predominou o cruzamento do português com o índio; no Centro-Oeste e Litoral deu-se o cruzamento do português com o negro. Quarto elemento vem complementar a população, por miscigenação – os imigrantes.

“O Brasil, país livre do racismo, com liberdade religiosa, é, na realidade, um país mestiço”.

As influências recebidas foram assimiladas, absorvidas. Surgiu um povo de grande simpatia, marcado pela solidariedade humana, com uma consciência coletiva e fraterna.

 

“(...) o Brasil resulta de três grupos étnicos diferentes, além dos imigrantes, mas nele há unidade de língua, que é a portuguesa. Desenvolveu uma sólida democracia étnica e racial, de que não há notícia no mundo, num sentimento de cálida fraternidade humana”. (“Curso de Educação Moral e Cívica”, do Professor Pinto Ferreira, 2ª ed. 1974, págs. 15 e 102).

 

 

III – O CORAÇÃO DO MUNDO.

 

Coube ao livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de Humberto de Campos (Espírito), cuja 1ªedição, FEB, data de 1938, colocar para os espíritas a problemática da evolução espiritual do Brasil e delinear a tarefa que lhe cabe na construção evangélica do mundo futuro.

No prefácio da obra escreveu Emmanuel:

”O Brasil não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do Planeta, mas, também, a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora da crença e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades espirituais do Orbe inteiro”.

O autor da obra esclarece, na introdução:

“Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do seu Evangelho, a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas. (...) Nessa abençoada tarefa de espiritualização, o Brasil caminha na vanguarda. O material a empregar nesse serviço não vem das fontes de produção originariamente terrena e sim do plano invisível, onde se elaboram todos os ascendentes construtores da Pátria do Evangelho”.

Impõe-se transcrito o Capítulo I – O Coração do Mundo, da obra premonitória de Humberto de Campos (Espírito):

“(...) Foi após essa época, no último quartel do século XIV, que o Senhor desejou realizar uma de suas visitas periódicas à Terra, a fim de observar os progressos de sua doutrina e de seus exemplos no coração dos homens.

Anjos e Tronos lhe formavam a corte maravilhosa. Dos céus à Terra, foi colocado outro símbolo da escada infinita de Jacob, formado de flores e de estrelas cariciosas, por onde o Cordeiro de Deus transpôs as imensas distâncias, clarificando os caminhos cheios de treva. Mas, se Jesus vinha do coração luminoso das esferas superiores, trazendo nos olhos misericordiosos a visão de seus impérios resplandecentes e na alma profunda o ritmo harmonioso dos astros, o planeta terreno lhe apresentava ainda aquelas mesmas veredas escuras, cheias da lama da impenitência e do orgulho das criaturas humanas, e repletas dos espinhos da ingratidão e do egoísmo. Embalde seus olhos compassivos procuraram o ninho doce de seu Evangelho; em vão procurou o Senhor os remanescentes da obra de um dos seus últimos enviados à face do orbe terrestre. No coração da Úmbria haviam cessado os cânticos de amor e de fraternidade cristã. De Francisco de Assis só havia ficado as tradições de carinho e de bondade; os pecados do mundo, como novos lobos de Gúbio, haviam descido outra vez das selvas misteriosas das iniqüidades humanas, roubando às criaturas a paz e aniquilando-lhes a vida.

- Helil – disse a voz suave e meiga do Mestre a um dos seus mensageiros, encarregado dos problemas sociológicos da Terra -, meu coração se enche de profunda amargura, vendo a incompreensão dos homens, no que se refere às lições do meu Evangelho. Por toda a parte é a luta fratricida, como polvo de infinitos tentáculos, a destruir todas as esperanças; recomendei-lhes que se amassem como irmãos e vejo-os em movimentos impetuosos, aniquilando-se uns aos outros como Cains desvairados.

- Todavia – replicou o emissário solícito, como se desejasse desfazer a impressão dolorosa e amarga do Mestre – esses movimentos, Senhor, intensificaram as relações dos povos da Terra, aproximando o Oriente e o Ocidente, para aprenderem a lição da solidariedade nessas experiências penosas; novas utilidades da vida foram descobertas; o comércio progrediu além de todas as fronteiras, reunindo as pátrias do orbe. Sobretudo, devemos considerar que os príncipes cristãos, empreendendo as iniciativas daquela natureza guardavam a nobre intenção de velar pela paisagem deliciosa dos Lugares Santos.

Mas – retornou tristemente a voz compassiva do Cordeiro – qual o lugar da Terra que não é santo? Em todas as partes do mundo, por mais recônditas que sejam, paira a benção de Deus, convertida na luz e no pão de todas as criaturas. Era preferível que Saladino guardasse, para sempre, todos os poderes temporais na Palestina, a que caísse um só dos fios de cabelo de um soldado, numa guerra incompreensível por minha causa, que, em todos os tempos, deve ser a do amor e da fraternidade universal ”.

O diálogo continua, vindo, em dado momento, Jesus a perguntar:

“ – Helil(...) onde fica, nestas terras novas, o recanto planetário do qual se enxerga, no infinito, o símbolo da redenção humana?

-Esse lugar de doces encantos, Mestre, onde se vêem, no mundo, as homenagens dos céus, aos vossos martírios na Terra, fica mais para o Sul.

E quando no seio da paisagem repleta de aromas e melodias, contemplavam as almas santificadas dos orbes felizes, na presença do Cordeiro, as maravilhas daquela terra nova, que seria mais tarde o Brasil, desenhou-se no firmamento, formado de estrelas rutilantes, no jardim das constelações de Deus, o mais imponente de todos os símbolos.

Mãos erguidas para o Alto, como se invocasse a bênção de seu Pai para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento, exclama então Jesus:

- Para esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore do meu Evangelho de piedade e de amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal. Sob estes céus serão entoados os hosanas mais ternos à misericórdia do Pai Celestial. (...) Aproveitamos o elemento simples de bondade, o coração fraternal dos habitantes destas terras novas, e, mais tarde, ordenarei a reencarnação de muitos Espíritos já purificados no sentimento da humildade e da mansidão, entre as raças sofredoras das regiões africanas, para formarmos o pedestal de solidariedade do povo fraterno que aqui florescerá, no futuro, a fim de exaltar o meu Evangelho, nos séculos gloriosos do porvir. Aqui, Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o CORAÇÂO DO MUNDO!” (Destaques nossos.)

.................................

 

Foi por isso que o Brasil, onde confraternizam hoje todos os povos da Terra e onde será modelada a obra imortal do Evangelho do Cristo, muito antes do Tratado de Tordesilhas, que fincou as balizas das possessões espanholas, trazia já, em seus contornos, a forma geográfica do CORAÇÃO DO MUNDO.”(Destaque nosso.)”.

 

IV – A PÁTRIA DO EVANGELHO.

 

Fala-nos Humberto de Campos (Espírito), em sua obra profética, da descoberta do Brasil (V. Capítulo II) e de como repercutiu no mundo espiritual:

“A bandeira das quinas desfralda-se então gloriosamente nas plagas da terra abençoada, para onde transplantara Jesus a árvore de seu amor e de sua piedade, e, no céu, celebra-se o acontecimento com grande júbilo. Assembléias espirituais, sob as vistas amorosas do Senhor, abençoam as praias extensas e claras e as florestas cerradas e bravias. Há um contentamento intraduzível em todos os corações, como se um pombo simbólico, trouxesse as novidades de um mundo mais firme, após novo dilúvio.

Henrique de Sagres (o HELIL), o antigo mensageiro do Divino Mestre, rejubila-se com as bênçãos recebidas do céu. Mas, de alma alarmada pelas emoções mais carinhosas e mais doces, confia ao Senhor as suas vacilações e os seus receios:

- Mestre – diz ele -, graças ao vosso coração misericordioso, a terra do Evangelho florescerá agora para o mundo inteiro. Dai-nos a Vossa benção para possamos velar pela sua tranqüilidade, no seio da pirataria de todos os séculos. Temo, Senhor, que as nações ambiciosas matem as nossas esperanças, invalidando as suas possibilidades e destruindo os seus tesouros....

Jesus, porém, confiante, por sua vez, na proteção de seu Pai, não hesita em dizer com a certeza e a alegria que traz em si:

- Helil, afasta essas preocupações e receios inúteis. A região do Cruzeiro, onde se realizará a epopéia do meu Evangelho, estará, antes de tudo, ligada eternamente ao meu coração. As injunções políticas terão nela atividades secundárias, porque, acima de todas as coisas, em seu solo santificado e exuberante estará o sinal da fraternidade universal, unindo todos os espíritos. Sobre a sua volumosa extensão pairará constantemente o signo da minha assistência compassiva e a mão prestigiosa e potentíssima de Deus pousará sobre a terra de minha cruz, com infinita misericórdia.”

No último capítulo da obra, o Autor espiritual justifica-a assim:

 

“Nosso objetivo, trazendo alguns apontamentos à história espiritual do Brasil, foi-se tão-somente encarecer a excelência da sua missão no planeta, demonstrando, simultaneamente, que cada nação, como cada indivíduo, tem sua tarefa a desempenhar no concerto dos povos. Todas elas têm seus ascendentes no mundo invisível, de onde recebem a seiva espiritual necessária à sua formação e conservação. E um dos fins principais do nosso escorço foi examinar, os olhos de todos, a necessidade da educação pessoal e coletiva, no desdobramento de todos os trabalhos do país. (...) Só o legítimo ideal cristão, reconhecendo que o reino de Deus ainda não é deste mundo, poderá, com a sua esperança e o seu exemplo, espiritualizar o ser humano, espalhando com os seus labores e sacrifícios as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro.” (São nossos todos os destaques deste capítulo.)

 

V - CONSIDERAÇÕES FINAIS.

 

O Espiritismo nos ensina que, planejadas na Espiritualidade as nossas tarefas, com vistas a garantir nosso progresso intelectual e espiritual, cabe-nos a responsabilidade de executá-las, o que fazemos de acordo com a nossa vontade livre, bem ou mal, apressando ou retardando a própria evolução. Retardando, dissemos, não a frustrando, porém.

No artigo “Uma avaliação do Espiritismo no Brasil”, publicado em “Reformador” de março de 1978, Hermínio C. Miranda assim se manifesta a respeito da missão atribuída aos espíritas brasileiros, pela obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”:

“É certo, pois, que o nosso país está investido de uma grande responsabilidade na implementação desse esquema de trabalho e tudo se fará conforme planejado, mesmo porque, segundo Humberto, “todos os obstáculos serão, um dia, removidos para sempre do caminho ascensional no progresso”. Está, porém, nas mãos dos homens a faculdade de influir no ritmo da caminhada.

(...) “os discípulos encarnados bem poderiam atenuar o vigor das dissensões esterilizadoras, para se unirem na tarefa impessoal e comum, apressando a marcha redentora” – informa ainda Humberto à pág. 228.”

Eis aí, pois, o programa de trabalho, as responsabilidades de cada grupo- encarnados e desencarnados- e as dificuldades a vencer que, como facilmente se depreende, estão em nós mesmos e não naquilo que temos de fazer.

O êxito do empreendimento é indubitável, mas a sua concretização no tempo e no espaço depende, em grande parte, do nosso posicionamento nesse vastíssimo contexto histórico, do grau de maturidade que demonstrarmos na execução das pequeninas tarefas que nos cabem na tarefa maior. Se optarmos pelas dissensões de que fala Humberto, ou pelo “personalismo e vaidade... que as forças das sombras alimentam” , como ele ainda insiste à pág.223, então estaremos entre aqueles que, transformados em obstáculos, terão de ser removidos”.

Fala-nos, então, o articulista num modelo espírita brasileiro e alerta:

“Não sei se estamos todos bastante conscientes e alertados, no Brasil, para a importância do que poderíamos identificar como modelo”.

E termina o artigo com esta reflexão:

“O modelo está pronto e não falhará; os Espíritos orientadores também estão a postos e não falharão, porque seguem o comando de Alguém que jamais nos despontou. E nós?” (Destaque do original.)

    O assunto foi objeto de outro artigo, este de lavra de Passos Lírio e publicado em “Reformador” de janeiro de 1979, no qual o articulista arrola os fatos que, a seu ver, justificam a previsão, constante da obra citada, da tarefa a ser executada pelo Espiritismo no Brasil, para realização dos desígnios do Alto, a respeito.

    Desses fatos salientamos apenas alguns, remetendo o paciente leitor ao artigo, que merece lido na íntegra:

    . Circulação ininterrupta de “Reformador”, cujo primeiro centenário de fundação ocorreu em 21 de janeiro de 1983, sempre lido por grande número de adeptos do Espiritismo;

    ·  os vários Congressos espiritualistas e espíritas, realizados fora do País, com a presença do Brasil, em 1898 (Londres), 1900 (Paris), 1908 (México), 1910 (Bruxelas), 1925 (Paris);

    · tradução em língua portuguesa das obras de Allan Kardec e de renomados escritores espíritas;

    · a extraordinária difusão do Espiritismo graças ao Departamento Editorial da FEB, que vem publicando e distribuindo milhões de exemplares de obras específicas, muitas das quais em língua estrangeira;

    · a memorável façanha mediúnica de Francisco Cândido Xavier, psicografando livros que abrangem os mais diversos assuntos, como poesia, romance, conto, crônica, histórias, ciência, filosofia, religião (aqui se salientando as mensagens de Emmanuel, André Luiz e outros);

    · o aumento acentuado do número de editoras de obras espíritas;

    · a imprensa doutrinária com muitos importantes órgãos;

    · as obras sociais mantidas pelas entidades espíritas;

    · a divulgação da Doutrina Espírita no Exterior feita, principalmente, por Divaldo Pereira Franco, médium psicógrafo que responde por muitos títulos editoriados;

    · a ação elucidativa e renovadora de doutrinadores, expositores, jornalistas e escritores espíritas;

    · o Sistema Federativo nacional.

    Cumpre não esquecer o editorial de “Reformador”, que antecede o artigo de Passos Lírio, em algumas de suas considerações e advertências sobre a missão que a obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” veicula:

    “De cunho nitidamente espirítico, com sabor de genuína brasilidade. Mas, também, de transcendental significação histórica e civilizadora, dando os contornos de vastas e nobilíssimas tarefas – e aqui aludimos apenas à esfera das coisas do Espírito – que envolvem as origens e as razões da missão de uma Pátria e de um Povo, no desdobramento, no espaço e no tempo, do programa crístico do Evangelho, em espírito e verdade.

 

..................................

 

       É inteiramente falsa e despropositada a acusação dos que vêem nessa obra do médium Francisco Cândido Xavier presunção de brasileiros quanto à posição de povo eleito, privilegiado, com pretensão de superioridade e ânsia de hegemonia sobre os demais. (Destaque do original).

 ......................................

 

    A Pátria do Evangelho, destinação do Brasil – como Coração do Mundo, em lenta formação – está sendo construída há algum tempo. O resultado pertence a Deus. (...) Isso quer dizer que a missão pode resultar em vitória ou fracasso, como precedentemente aconteceu com o desastroso comportamento daqueles que se consideravam orgulhosamente o “povo eleito”. (Destaque do original).

.................................

 

    A Árvore do Evangelho, entre nós, não é ainda do porte que terá no Grande Futuro: está em desenvolvimento, crescendo, erguendo e espalhando galhos e folhagem, florescendo e frutificando, estendendo alimento e sombra acolhedora, protegendo mananciais e aprofundando raízes. Um dia abrigará a todos. (...)

    (...) Assim, o Brasil deve ser considerado, desde já, como a Grande Pátria Mundial dos homens, expressão confortadora de universalidade e de unidade com pertinência à Unificação geral com que nos acena o próximo milênio, o qual será de lutas árduas, durante séculos de esforço na reconstrução da fé e de civilização.”

 

VI – CONCLUSÃO.

    Diz o citado editorial de “Reformador”:

    “A árvore do Evangelho, entre nós, não é ainda do porte que terá no Grande Futuro (...) Um dia abrigará a todos.”

    Castro Alves reafirma a idéia, no belo poema que ditou à psicografia de Francisco Cândido Xavier, em Brasília, na abertura do VI Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas, na noite de 15 de abril de 1976, lembrando que

 

    “Nos domínios do Universo,

     Ninguém evolui a sós,

     A Humanidade na Terra

     É a soma de todos nós.”

 

    Eurípedes Barsanulfo, em mensagem psicográfica recente, adverte:

 

    “E não nos esqueçamos de que o Brasil é o “Coração do Mundo”, mas somente será a “Pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós.” (Ver “Alavanca”, de julho de 1987, pág.5.)

 

    A inspiração é apanágio dos poetas, cuja sensibilidade capta as grandes idéias do planejamento divino, por antecipação no tempo. Assim se deu com o Professor Daltro Santos, do Colégio Militar, que, muito antes do lançamento do livro de Humberto de Campos (Espírito), vinha brindar-nos com esta jóia incrustada em seis versos de ouro:

 

    “Pátria! Inda há de ser teu povo, um dia,

    Dentre os povos da Terra a primazia,

    Pelo esplendor que teu futuro encerra;

    Pela cultura e pelo amor profundo,

    Inda hás de ser o cérebro da Terra,

    Inda hás de ser o coração do Mundo!”

 

Revista “Reformador” - setembro 1987-Editorial

 

 

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O DEVOTO DESILUDIDO

O fato parece anedota, mas um amigo nos contou a pequena história que passamos para frente, assegurando que o relato se baseia na mais viva realidade.

 

Hemetério Rezende era um tipo de crente esquisito, fixado à ideia de paraíso. Admitia piamente que a prece dispensava a boas obras, e que a oração ainda era o melhor meio de se forrar a qualquer esforço.

 

“Descansar, descansar!...” Na cabeça dele, isso era um refrão mental incessante. O cumprimento de mínimo dever lhe surgia à vista por atividade sacrificial e, nas poucas obrigações que exercia, acusava-se por penitente desventurado, a lamentar-se por bagatelas. Por isso mesmo, fantasiava o “doce fazer nada” para depois da morte do corpo físico. O reino celeste, a seu ver, constituir-se-ia de espetáculos fascinantes de permeio com manjares deliciosos... Fontes de leite e mel, frutos e flores, a se revelarem por milagres constantes, enxameariam aqui e ali, no éden dos justos...

 

Nessa expectativa, Rezende largou o corpo em idade provecta, a prelibar prazeres e mais prazeres.

 

Com efeito, espírito desencarnado, logo após o grande transe foi atraído, de imediato, para uma colônia de criaturas desocupadas e gozadoras que lhe eram afins, e aí encontrou o padrão de vida com que sonhara: preguiça louvaminheira, a coroar-se de festas sem sentido e a empanturrar-se de pratos feitos.

 

Nada a construir, ninguém a auxiliar...

 

As semanas se sobrepunham às semanas, quando, Rezende, que se supunha o céu, passou a sentir-se castigado por terrível desencanto.

 

Suspirava por renovar-se e concluía que para isso lhe seria indispensável trabalhar...

 

Tomado de tédio e desilusão, não achava em si mesmo senão o anseio de mudança.

 

À face disso, esperou e esperou, e, quando se viu à frente de um dos comandantes do estranho burgo espiritual, arriscou súplice:

- Meu amigo, meu amigo!... Quero agir, fazer algo, melhorar-me, esquecer-me!... Peço transformação, transformação!...

- Para onde deseja ir? – indagou o interpelado, um tanto sarcástico.

- Aspiro a servir, em favor de alguém... Nada encontro aqui para ser útil... Por piedade, deixe-me seguir para o inferno, onde espero movimentar-me e ser diferente...

 

Foi então que o enigmático chefe sorriu e falou claro:

- Hemetério, você pede para descer ao inferno, mas escute meu caro!... Sem responsabilidade, sem disciplina, sem trabalho, sem qualquer necessidade de praticar a abnegação, como vive agora, onde pensa você que já está?

 

Irmão X

Livro Estante da Vida

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01
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Quinta-feira, 20 De Maio,2010

OS DOIS FILHOS

 

Mat. 21:28-32

28. "Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos; chegando ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje no vinha.

29. Respondendo, ele disse: Não quero. Depois, porém, tendo mudado a mente, foi.

30. Foi ao outro e disse o mesmo. Respondendo, disse ele: Eu, senhor! E não foi.

31. Qual dos dois fez a vontade do pai"? Disseram: O primeiro. Disse-lhes Jesus: "Em verdade vos digo, que os cobradores de impostos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus.

32. Porque João veio a vós no caminho da perfeição e não lhe fostes fiéis; mas os cobradores de impostos e as meretrizes lhe foram fiéis; vós, porém, vendo(o), não mudastes vossa mente depois, para lhe serdes fiéis".

 

Parábola privativa de Mateus, em cujo texto os manuscritos se dividem, o que provoca sérios embaraços aos exegetas. Esquematizemos, para melhor compreensão:

A - O 1.º diz: SIM - e não vai (desobedece)

O 2.º diz: NÃO - e vai (obedece)

 

Códices: B (Vaticano), D, theta, it.: a, aur, b, d, e, ff1, 2, g1, h1; versões: siríaca, copta boaírica; armênia, etiópica (mss.): pais: Efren, Jerônimo, Isidoro, Pseudo-Atanásio; edições críticas: Hort. Nestle, von Soden, Vogels, Merk, Pirot.

B - O 1.º diz: NÃO - e vai (obedece)

O 2.º diz: SIM - e não vai (desobedece)

 

Códices: Sinaítico (mss. original), C (idem), K, L, W, X, delta, pi, 0138, f. 1, 28, 33, 565, 892, 1009,

1010, 1071, 1079, 1195, 1216 (hypágô), 1230, 1241, 1242, 1253, 1341, 1546, 1646, 2148, 2174; versões: bizantina; it. c, f, q; vulgata (IV séc.); siríacas peschita, curetoniana, harcleense; copta saídica (mss); etiópica de Roma e Pell-Plat; pais: Crisóstomo, Ireneo, Orígenes, Eusébio, Hilário, Cirilo de Alexandria.

 

Os que preferem a primeira versão acima citada, embora apresentada em menor número de testemunhas, baseiam-se em razões diplomáticas, ou seja:

 

1.ª - A parábola refere-se aos fariseus (mais antigos, primeiros e aos publicanos (mais recentes, "os outros"); ora, os fariseus responderam SIM, mas ludibriaram o chamamento com sua hipocrisia, obedecendo apenas externamente; ao passo que os publicanos, chamados depois por Jesus, inicialmente não tinham atendido ao chamado mosaico da lei, mas reagiram aos apelos do Batista e de Jesus, cuja atração possuía irresistível magnetismo, no dizer de Jerônimo (Patrol. Lat. v. 26, col. 56): sicut in magnete lápide haec esse vis dícitur; portanto, o desobediente foi o primeiro, logicamente o mais velho, que sem dúvida devia ser chamado primeiro.

2.ª - Nas outras parábolas, sempre o mais velho ou os primeiros chamados são os "desobedientes" e rebeldes, e os mais moços ou segundos chamados são os melhores, como:

a) no "Filho pródigo" (Luc. 15:12ss);

b) no "Banquete de núpcias" (Mat. 22:1ss);

c) nos "Trabalhadores da vinha" (Mat. 20:1ss) .

 

3.ª - Paulo diz o mesmo, quando afirma que os judeus foram chamados primeiro, e, depois que não vieram, apesar de terem dito "sim", o chamado foi feito aos gentios.

4.ª - Já no Antigo Testamento o mais moço esta acima do mais velho (cfr. "Esaú servirá a Jacó", Gên.25:23).

5.ª - No próprio texto, Jesus diz que "os cobradores de impostos e as prostitutas entrarão primeiro que vós no reino de Deus" (vers. 31).

E concluem: a presunção é em favor da regra, e não da exceção; logo, o primeiro é que diz SIM e não vai; o segundo, mais moço, é que diz NÃO, mas vai.

Outra questão discutida é se o pai chamou os dois a um tempo, ou se só chamou o segundo depois que viu que o primeiro não foi. Ora, o chamamento é feito a todos igualmente, nas mesmas épocas e circunstâncias.

Uns dizem sim, e não vão; outros dizem não e vão, ou seja, uns aderem externamente à ordem do pai, outros primeiro recusam, depois, mudando a mente (metamelêtheís) mergulham no reino de Deus.

A parábola realmente não diz que só foi chamado o segundo depois de o primeiro não ter ido. Ao contrário, parece que se dirigiu a um e depois, sem esperar o resultado, dirigiu-se ao outro. Pode até compreender-se melhor , seguindo a lição apresentada pelo maior número de testemunhas: uma vez que o primeiro havia dito NÃO, o pai vai ao segundo e o convoca ao trabalho na vinha. Logo, as razões diplomáticas, neste caso, deixariam de existir, cedendo lugar a razões lógicas.

Entretanto, e como à lição não importa muito a ordem dos fatores, mantivemos em nossa tradução a ordem do maior número, seguindo Aland (ed. 1968). O essencial é sentir a oposição entre o que diz SIM e não faz, e o que diz NÃO e faz.

Note-se que no vers. 30, as traduções correntes trazem: "irei, senhor", e nós traduzimos apenas: "Eu, senhor"! Assim está no original, quase unanimente (1). Pode interpretar-se como omitido o verbo "irei"; o egô, entretanto, não pode ser substituto de "sim". Não poderíamos, observar, que essa resposta já significava certa má vontade, como seja: "logo eu"!? Não podendo ter certeza absoluta do sentido, mantivemos a tradução literal: "Eu, senhor".

(1)                           Só trazem hypágô, "vou", os códices theta (séc. IX), 700 e 1216 (séc. XI); a fam. 13 (séc. XI); o lecionário 547 (séc. XIII); e as versões copta saídica (séc. III, mas de leitura duvidosa), armênia (séc. IV-V) e geórgias 1 e 2 (séc. IX-X). Como vemos, emendas recentes ou interpretações em línguas diferentes.

 

Depois de narrada a parábola, vem a pergunta sutil: "Qual dos dois fez a vontade do pai"?

Os fariseus, que tantas vezes haviam feito perguntas cuja resposta esperavam embaraçasse e prendesse Jesus em armadilha - das quais, porém, Ele sempre se saiu galhardamente - desta vez não perceberam a emboscada que lhes armara Jesus e caíram redondamente. O Rabbi Nazareno não os poupa e, aproveitando a própria resposta, volta-se contra eles, que são os que não fazem a vontade do pai, embora digam SIM com a boca, hipocritamente.

Logo a seguir, Jesus cita o que ocorreu com o Batista. Quando este chegou, aqueles que haviam dito SIM a Moisés, não atenderam à "voz que clamava no deserto"; enquanto isso, os exatores de impostos e as prostitutas que tinham dito NÃO à lei mosaica, atenderam à pregação joanina e mudaram seu comportamento. E nem sequer diante desse exemplo os fariseus abriram os olhos ... E nem souberam responder, na véspera, se o mergulho do Batista era do "céu" ou dos homens ... Jesus pode aceitar que eles digam que "não sabem"; mas, para que não tenham desculpa de seu dolo, faz questão de dizer-lhes que, a recusa de atender a João o Batista, correspondia a uma rejeição ao chamado divino do Pai.

A lição consiste numa parábola (comparação) que apresenta um fato, e numa previsão do que sucederá em consequência no futuro.

O que ocorre é que pode a humanidade ser considerada dividida em duas facções principais: os que dizem SIM e não fazem e os que dizem NÃO e fazem.

Não importa saber se os primeiros são os fariseus e os segundos os publicanos; ou se temos oposição entre judeus e gentios: a aplicação é do todos os tempos, como já escreveu antigamente o autor (desconhecido) do Opus Imperfectum: "O sim é dito por todos os pretensos justos, e o não por todos os pecadores que, mais tarde, se convertem à senda do bem" (citado em Pirot).

Esta é, com efeito, a chave para interpretar a lição, em relação às personagens terrenas. Não importa quando é feito o chamado, se antes ou depois; o essencial é que TODOS são chamados, e muitos se apressam a dizer o SIM, exteriormente, com os lábios, e a entrar para as religiões, as ordens e fraternidades, seguindo os preceitos externos com todo o rigor, executando os ritos e rituais, observando as regras e regulamentos, vestindo-se e paramentando-se impecavelmente.

Não obstante, afirma o Mestre que "pecadores e meretrizes entrarão primeiro que eles no reino de Deus".

A interpretação das igrejas ortodoxas, de que o "reino de Deus" exprime aquele "céu" em que os anjinhos ficam a tocar harpas eólias e ao qual se vai depois da morte, faz o ensino no Cristo tornar-se absurdo. Mesmo que consideremos "conversões" ou até mudanças de mente espetaculares.

Se, todavia, entendermos seu ensino no sentido verdadeiro, a compreensão é clara; no reino de Deus entra-se por meio do mergulho interno. Ora, todos os que se julgam justos, estão fiados na personagem que cumpre os preceitos humanos externos, voltando-se para fora. Por dentro deles, existe a vaidade e o convencimento de que são bons e superiores às demais criaturas, porque eles estão no caminho certo e os outros são "errados" (Hamartoloí).

Enquanto isso, os pecadores e as prostitutas encontram em seu âmago, a humildade que reconhece suas fraquezas, suas deficiências, seus erros. Isso faz que se voltem para dentro de si mesmos, mergulhando no íntimo onde - ao ver seus desregramentos - mais humildes se tornam.

Eis que, então, têm facilitado o caminho para o reino de DEUS que está dentro deles e que só se conquista através da humildade e do amor.

O que mais tem chocado nessa frase dura mas verdadeira - e a verdade dói - é verificarmos que ela esvazia toda a prosopopéia de homens e mulheres religiosos, que colocam a "virtude" acima de tudo.

Jesus agiu de modo diverso. Apesar da sagrada maternidade e da santidade reconhecida por todos em  Maria de Nazaré, Sua mãe, Ele concede as primícias de Seu contato, após a ressurreição, à pecadora de Magdala. Não que não houvesse merecimento da parte de Sua mãe: mas quis ensinar-nos que o parentesco é coisa secundária na vida espiritual, mesma em se tratando de mãe (quanto mais de outros parentes e amigos!); e segundo, que as meretrizes merecem tanto quanto qualquer outro Espírito, em nada devendo ser sacrificados no processo evolutivo.

O convencionalismo tradicional que vem de épocas remotas, sobretudo do domínio masculino judaico e cristão (patriarcalismo) - em que os homens são senhores absolutos de qualquer situação, sendo-lhe tudo permitido condena ao opróbrio público as mulheres que se entregam à prostituição, a isso forçadas pelos próprios homens incontinentes e inconscientes do que fazem e inconsequentes. Nenhuma mulher se torna meretriz sem o concurso do homem que a leve a esse caminho: são eles os primeiros a pretender o uso do corpo da mulher, para após condená-la, pois não assumem a responsabilidade de lhes dar um lar.

Profundamente compassivo e percebendo a injustiça dessa condenação hipócrita (pois o homem, quando sem testemunhas, mesmo condenando-as, delas se serve com diabólico empenho e supremo prazer), o Cristo manifesta a compreensão da realidade: trata-se de criaturas vilmente exploradas pelos que as condenam, mas tão filhas de Deus quanto qualquer santo, e dignas de toda compaixão e ajuda. E como são humildes e sempre cultivam o AMOR - embora nos degraus mais baixos, animalizados e degradados, mas amor - estão em mais próxima sintonia com a Divindade (que é AMOR), que aqueles que só pensam em guerras, em matanças, em odiar inimigos, e para isso se preparam em escolas "especializadas", aprendendo a manejar armas cada vez mais aperfeiçoadas, que matem melhor e mais gente ao mesmo tempo.

Quem cultiva o amor sintoniza com Deus que é Amor. Quem cultiva sede de domínio, de desforra ou vingança, quem alimenta orgulhos e vaidades de raça superior, e ódios de vizinhos, sintoniza com o Adversário (satanás) e se dirige ao pólo oposto de Deus: encaminha-se em sentido contrário, erra "contra o Espírito-Santo".

Por isso as prostitutas e os pecadores, os "errados perante o mundo", entrarão no reino de Deus antes dos grandes do mundo, cheios de empáfia e maldade, julgando-se justos, virtuosos e bons, mas caminhando para o pólo negativo.

Lição dura de ouvir, porque todos nós nos acreditamos escolhidos e evoluídos! Sejamos humildes: somos piores que pecadores e prostitutas, pois a vaidade nossa nos afasta do pólo positivo, e a humildade real deles, os aproxima de Deus e com Ele sintoniza. Não são nossas palavras que definem nossa sintonização: é o sentimento íntimo de cada um que faz afinar ou desafinar com a tônica do amor.

* * *

Quanto à individualidade, somos levados a meditar que não são as exterioridades da personagem que valem, mas exatamente a sintonia interna. Não é o que uma pessoa faz, nem o que diz, mas o que É intimamente. Por fora, pode tratar-se de uma prostituta, mas a vibração interna ser mais elevada que a da que apresenta comportamento socialmente irrepreensível, embora em seu intimo cultive ódios e ressentimentos. Por que o mundo acha natural e nada diz, quando uma criatura fala mal de outra, e no entanto não perdoa se essa mesma criatura se una a outra pessoa por amor? Se um dirigente de instituição passa os dias a criticar seus "concorrentes", o povo acha que nada de mal existe. Mas se demonstra preferência e amor por alguém, acha que "decaiu de seu pedestal". Por aí, vemos que o pólo negativo só admite desavenças, críticas, separatismos, mas não aceita união, afeto, amor. Entretanto, o Mestre ensinou que o AMOR é tudo, pois Deus é AMOR, e só no amor e através do amor chegaremos a sintonizar com Deus. Mas quando alguém critica e fala mal, está com a razão; e quando ama, é "pouca vergonha" ... Com quem ficaremos? Com o pólo negativo do Anti-Sistema, ou com o Mestre? A escolha da estrada é livre, mas Ele disse, sem ambages nem possíveis interpretações diferentes: "os publicanos e as prostitutas (pórnai) entrarão no reino de Deus primeiro que vós"!

 

Sabedoria do Evangelho

Carlos Pastorino

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